Uma granja espaçosa e muito
bem estruturada reuniu sábado passado, 1º de setembro, gente do voleibol das
décadas 60 a 80, a começar pelo legendário Murilo Amazonas, uma sumidade não só
do voleibol pernambucano, mas brasileiro. Mesmo doente e andando com
dificuldade, ele alegrou antigos pupilos, abrindo um sorriso de satisfação a
tantos que fizeram questão de apertar sua mão ou dar-lhe um abraço.
O 1º Encontro do Vôlei em Pernambuco
foi a oportunidade ideal para que antigos atletas e treinadores que não se viam
há anos, vivessem algumas horas de muita conversa e de recordações.
Os cabelos grisalhos por si
só mostravam que a turma já era chegada nos anos. Idem para a música que se
ouvia no entorno do salão principal, baseada nos embalos da Jovem Guarda. O
animado evento foi regado a cerveja, uísque, sucos, feijoada, etc.
Compareci como convidado do
empresário Fortunato Russo Sobrinho, Nato, ex-voleibolista do Sport e ainda
hoje atuando na área esportiva. Fomos eu e meu irmão Paulo Moraes, ex-Globo
Nordeste. Conosco seguiu Carlos Falcão, o velho Carlito, ex-jogador e
treinador, com muita história para contar sobre o voleibol pernambucano.
– A ideia dessa reunião
nasceu num restaurante. Foi o primeiro, mas a turma já está falando em realizar
o segundo – comentou o técnico Edinílton Vasconcelos.
Os idealizadores foram
Marilda Leal, ex-jogadora e esposa de Edinílton, Fred Queiroz e
Ricardo Pimentel. Com o
recurso das redes sociais a notícia se espalhou e logo vieram as adesões.
MOMENTOS
DE EUFORIA
Entre os participantes
daquele momento inesquecível para muita gente que tinha jogado voleibol, quase
todos, nos dois sexos, empresários ou portadores de curso superior, estava um
antigo diretor de vôlei do Náutico, Alberto Moreira.
– Pelo movimento dá até pra
formar um partido político – gracejava Edinílton ao perceber tanto movimento.
Nos jardins da extensa chácara
desfilavam antigas estrelas do vôlei pernambucano e nacional, como Nara, Rejane
Maia, Marilda Leal, Ignacia Queiroz, Rosa Bezerra, Ana Isabel Lobo, Ângela,
Ivone Lapa, Edite Costa, Ângela Buarque. Esta não conseguia conter seu
entusiasmo:
– Foi o maior evento do
voleibol de Pernambuco. Aqui estão várias gerações.
Em pé, Marilda, Rejane, Fernando, Décio e Fábio; sentados, Ivone, Maninha, Betuca e Edinílton (Roberto Kelner) |
Ao lado de Edinílton, Ângela
recordou uma das maiores páginas escritas pelo vôlei de Pernambuco em sua
época, que foi a conquista, no Geraldão, do título de campeão brasileiro
infantil no feminino e no masculino em decisões contra São Paulo. Ela era uma
das jogadoras da seleção pernambucana e Edinílton o treinador. O radialista
Ivan Lima presidia a Federação Pernambucana de Desportos Amadores, à qual o
vôlei era filiado.Murilo Amazonas foi o técnico do masculino.
Quem também não escondia sua
vibração era Ivone Lapa, terceira colocada pela seleção brasileira, na
Universíade de 1973, na Rússia. A atleta teve uma larga trajetória no voleibol
ao defender, entre outros, Fluminense, Sport, Náutico, Paulistano, Hípica e
Guarani.
Da parte masculina, alguns
dos participantes foram Bira (Ubirajara Tavares de Melo Filho, diretor-geral em
Pernambuco da Universidade Salgado Filho-Universo), Becão, Hélio Oliveira,
Augusto Costa, Lula, o grande campeão e batalhador pelo voleibol de praia e
Fred Costa, que, além do vôlei, brilhou no tiro ao alvo, tendo presidido a Confederação Brasileira durante 12 anos.
Voleibol é sinônimo de boas amizades!
ResponderExcluirNessa frase se resume o espírito desse encontro maravilhoso e inesquecível!
Augusto Costa e Fred Costa, filhos do preclaro e saudoso Dr. Costa Junior, renomado urologista pernambucano, formam uma dupla que, oriunda do bairro da Madalena, se destacaram na prática desportiva e no convívio social, realçando as amizades que faziam com facilidade e o respeito para
ResponderExcluircom as federações, seus dirigentes e regulamentos.
Hoje, relembrando um passado de glórias, eles vivem com galhardia as conquistas de outrora numa festiva reunião que aproxima os velhos amigos/as, como se fossem todos de uma mesma família.
Parabéns ao mestre Lenivaldo Aragão que tão bem documentou esse evento e tantos outros mais.