Pelé e sua história contra equipes brasileiras


JOSÉ RENATO SÁTIRO SANTIAGO *
Pesquisa sobre o ‘relacionamento’ de Pelé com 75 clubes brasileiros, cheia de histórias curiosas, fatos únicos, súmulas esquecidas e dados com ‘algo a mais’.


América-SC (Joinville): Pelé tinha recém estreado como jogador profissional, com 16 anos, quando acompanhou o Santos, que realizou duas partidas amistosas com o América no estádio Edgar Schneider na cidade de Joinville. Embora titular, Pelé não marcou gols nas duas vitórias, por 5 a 0 e 3 a 1, nos dias 17 e 19 de fevereiro de 1957.
América-SP (S. J. do Rio Preto): Ao longo de 16 jogos, sempre com o Santos, Pelé marcou 15 gols na equipe de São José do Rio Preto, quatro deles em 14 de outubro de 1959, na Vila Belmiro, em partida válida pelo Campeonato Paulista, na goleada santista de 8 a 0. Apenas em duas oportunidades, justamente nos dois confrontos realizados após esta goleada, em 17 de setembro de 1960, 1 a 0, e 5 de julho de 1964, 2 a 1, o América levou a melhor frente à equipe do ‘Rei’.
Atlético-MG: Pela seleção brasileira, Pelé o enfrentou uma vez e marcou gol, em 3 de setembro de 1969, quando o Galo venceu por 2 a 1 no Mineirão. Já pelo Santos, levou a melhor em 9 das 18 vezes que enfrentou a equipe mineira, marcando 10 gols e perdendo em cinco oportunidades. Foram duas partidas decisivas, pelas quartas de finais da Taça Brasil de 1964. O Santos venceu por 4 a 1, no estádio Independência, e 5 a 1, no Pacaembu, respectivamente, nos dias 18 e 25 de outubro, e o ‘Rei’ marcou 3 gols.
Atlético-PR: No dia 28 de outubro de 1970, em partida válida pelo torneio Roberto Gomes Pedrosa, em Curitiba, coube ao seu ex-companheiro Dorval marcar o gol da única vitória paranaense frente ao Santos de Pelé, por 1 a 0. Nos outros dois confrontos, ambos pelo Campeonato Brasileiro de 1973, a equipe paulista venceu, sendo que no dia 11 de novembro o gol foi dele, aos 40 minutos do segundo tempo.
Avaí-SC: A cidade de Florianópolis parou, no dia 15 de agosto de 1972, para ver o ‘Rei’ em sua única partida frente ao Avaí. Com o estádio Adolfo Konder completamente lotado, com 19.985 pessoas, recorde de público até os dias atuais, o Santos levou a melhor, vencendo por 2 a 1, com dois gols de Alcindo.
Bahia-BA: Pelé não estava presente na partida final da Taça Brasil de 1959, em 29 de março de 1960, quando o Bahia conquistou a competição nacional frente ao Santos, ao vencer por 3 a 1. Coube a ele dar o troco, na final de 1961, no dia 27 de dezembro, ao marcar 3 gols na goleada por 5 a 1 que decidiu o título em favor do Santos na Vila Belmiro. O ‘Rei’ conquistaria a Taça Brasil de 1963 com o Santos, após duas vitórias frente ao Bahia, por 6 a 0 em 25 de janeiro de 1964, na Vila Belmiro, e três dias depois, por 2 a 0 na Fonte Nova, marcando dois gols em cada partida. Em 6 de junho de 1969, pela seleção brasileira, marcou 1 gol, na vitória por 4 a 0. Ao longo da carreira, marcou 16 gols nos 16 confrontos, vencendo 11 e perdendo apenas duas.
Pelé com seu parceiro Coutinho

Bangu-RJ: Foram duas partidas jogando pelo Santos, ambas valendo pelo Robertão, com uma vitória, um empate, e um gol marcado. A partida mais relevante, no entanto, aconteceu em jogo no preparatório para a Copa do Mundo de 1970, em 14 de março, pela seleção brasileira, quando o empate por 1 gol provocou uma crise na comissão técnica, que culminou com a demissão do técnico João Saldanha, que divulgara momentos antes que pretendia colocar Pelé no banco de reservas, por ele ter graves problemas de visão.
Botafogo-PB: Em dois amistosos realizados na cidade de João Pessoa foram duas vitórias do Santos. O primeiro deles, em 14 de novembro de 1969, poderia ter entrado para a história como o jogo do gol 1.000 de Pelé. Aos 13 minutos do segundo tempo, o menino de Três Corações marcou o seu tento de número 999, o terceiro da goleada de 3 a 0 naquele dia. Quando a torcida esperava por mais um gol do ‘Rei’, ele assumiu a posição do goleiro Jair Esteves, que se contundira, quando as substituições permitidas já tinham sido feitas.
Botafogo-RJ: Não foram muitas partidas decisivas, no entanto, foram muito intensas. Na terceira partida da final da Taça Brasil de 1962 em 2 de abril de 1963, que decidiu a competição, Pelé marcou 2 gols na histórica goleada de 5 a 0 no Maracanã. Poucos meses depois, em 28 de agosto, na partida decisiva válida pelas semifinais da Taça Libertadores, Pelé voltou a ser decisivo, marcando 3 gols na goleada de 4 a 0. O equilíbrio pautou a história dos confrontos, ao longo de 23 partidas, com 9 vitórias do Santos e 8 triunfos do Botafogo. Pelé fez 13 gols.
Botafogo-SP (Ribeirão Preto): Uma das equipes que mais sofreram com Pelé. Com o ‘Rei’, o Santos venceu 24 dos 28 confrontos e alcançou uma incrível marca de 100 gols, média de 3,6 gols por partida. Pelé fez 40 deles, 8 ‘apenas’ na goleada por 11 a 0 em jogo válido pelo Campeonato Paulista, em 21 de novembro de 1964, batendo o recorde, até então, de maior número de gols marcados por um mesmo jogador em uma partida. Pelé marcaria 4 gols frente ao Botafogo em mais duas goleadas santistas, 5 a 0 em 25 de novembro de 1965, e 5 a 1 em 31 de maio de 1969.
Bragantino-SP: Em dois jogos, duas vitórias do Santos. A primeira em amistoso, por 4 a 1, no dia 19 de janeiro de 1958, com 1 gol do ‘Rei’. Já a segunda foi em uma partida emocionante válida pelo Campeonato Paulista em 13 de novembro de 1966, na cidade de Bragança Paulista. Naquele dia, Pelé abriu o placar aos 24 minutos do primeiro tempo. A seguir, o Bragantino empatou. Aos 16 do segundo tempo, de pênalti, Pelé voltou a colocar o Santos em vantagem. Já aos 37 minutos, o time da casa empatou. A partida se encaminhava para seu término, quando, a menos de 5 minutos do final, o ‘Rei’ voltou a marcar, definindo a vitória santista por 3 a 2.
Brasil de Pelotas-RS: O menino Pelé, com apenas 16 anos, participava da excursão do Santos ao sul do país quando enfrentou, em 22 de março de 1957, pela única vez em sua carreira, o Brasil de Pelotas, em amistoso realizado em rodada dupla no estádio da Boca do Lobo, juntamente com Pelotas x Bangu. Pelé começou no banco de reservas, e entrou no segundo tempo no lugar de Pagão, na partida que acabou empatada em 2 a 2.
Ceará-CE: Foram 3 partidas frente ao Ceará, todas elas no estádio Presidente Vargas e válidas pelo Campeonato Brasileiro. Pelé não venceu nenhuma das partidas. Em 9 de outubro de 1971, houve um empate sem gols. Já no ano seguinte, no dia 3 de dezembro, no milésimo jogo de Pelé com a camisa do Santos, o ‘Rei’ chegou a abrir o placar, mas o Ceará virou o escore, para 2 a 1. Por fim, em 23 de setembro de 1973, nova vitória da equipe cearense, desta vez por 2 a 0.
CEUB-DF: Edson Arantes do Nascimento teve uma grande atuação na única partida frente à equipe do CEUB, Centro de Ensino Unificado de Brasília Esporte Clube, disputada em 20 de março de 1974 e válida pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. Ele marcou o segundo gol da vitória santista por 3 a 1. Aquele dia acabou cando marcado por muita confusão devido ao fato de alguns torcedores, ansiosos por ver Pelé de perto, terem invadido o estádio. Após ação policial, algumas pessoas acabaram feridas.
Comercial-MT (depois MS) — Com três gols de Pelé, o Santos venceu com facilidade o Comercial por 4 a 1 em partida amistosa na cidade de Campo Grande, até então, no Mato Grosso, em 11 de maio de 1965. Voltariam a se enfrentar em 12 de setembro de 1973, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. Desta vez, no entanto, o Comercial venceu a partida por 1 a 0 e ainda perdeu um pênalti aos 40 minutos do segundo tempo.
Comercial-SP (Ribeirão Preto): Ao longo de 15 confrontos frente ao Comercial de Ribeirão Preto, sempre pelo Campeonato Paulista, Pelé marcou 22 gols, vencendo 13 partidas e sofrendo apenas uma única derrota. O primeiro deles aconteceu em 1° de novembro de 1959, no estádio Costa Coelho, em Ribeirão Preto, vencido por 6 a 2. O único triunfo da equipe do interior foi em 7 de agosto de 1960, por 2 a 0. Em 13 de outubro de 1966, na Vila Belmiro, o Comercial chegou a abrir 2 a 0 e 4 a 2 no placar, mas acabou perdendo por incríveis 7 a 5. Já em 7 de abril de 1968, no Palma Travassos, o Santos de Pelé aplicou um 8 a 2.
Comercial-SP (São Paulo): O equilíbrio apresentado no empate em um tento, com gol do ‘Rei’, no primeiro confronto do Santos de Pelé frente ao Comercial da capital paulista, em 31 de julho de 1958, no estádio do Parque São Jorge, deu a impressão de que a equipe santista teria trabalho no jogo do returno na Vila Belmiro no dia 19 de novembro. Até os 30 minutos do primeiro tempo, o placar se manteve 0 a 0. A partir daí, foi um show. O Santos venceu por 9 a 1 com 4 gols de Pelé. Voltariam a se enfrentar mais duas vezes, em 1959, com vitórias santistas.
Corinthians-SP: Em 49 partidas, sendo uma com Pelé atuando pela seleção brasileira, na goleada de 5 a 0, em 21 de maio de 1958, o Corinthians sofreu 116 gols, sendo o segundo time a sofrer mais gols de equipes defendidas por Pelé. Cinquenta destes gols tiveram a autoria de Pelé e por conta disso o Timão é a equipe que tomou mais gols do ‘Rei’. Ao longo de sua carreira, foram 25 vitórias, 15 empates e 9 triunfos corintianos. Entre 14 de setembro de 1958 e 10 de dezembro de 1967, o Santos com Pelé se manteve 23 partidas invicto no clássico, com destaque para as partidas em que Pelé marcou 4 gols, o que aconteceu em três ocasiões, no dia 7 de dezembro de 1958, em uma goleada de 6 a 1, em 6 de dezembro de 1964, em um inusitado 7 a 4, em partidas válidas pelo Campeonato Paulista e no empate por 4 a 4 no dia 15 de abril de 1965, pelo torneio Rio-São Paulo. No último confronto, em 29 de setembro de 1974, na despedida do ‘Camisa 10’ no estádio do Pacaembu, o Corinthians levou amelhor, por 1 a 0. Durante esse período, as equipes jamais se encontraram em partidas que decidiram títulos.
Corinthians-SP (P. Prudente): O Santos de Pelé enfrentou apenas duas vezes o Corinthians de Presidente Prudente, em partidas válidas pelo Campeonato Paulista de 1960. Pelé marcou 1 gol em cada ocasião, o tento da vitória no 1 a 0 em 14 de agosto, no estádio Parque São Jorge de Presidente Prudente, e na goleada de 5 a 0 no dia 23 de novembro, na Vila Belmiro.
Pelé e Garrincha, outro gênio da bola (Reprodução)
Coritiba-PR: O primeiro encontro aconteceu no ano de consagração de ‘Rei’, 1958, no dia 21 de dezembro em partida amistosa realizada no estádio Durival de Brito, quando ele marcou o gol do empate em 1 gol. Ao longo de 7 confrontos, sendo um deles pela seleção brasileira, na vitória por 2 a 1 em 13 de novembro de 1968, Pelé esteve no lado vitorioso em 5 deles, marcando 4 gols. A única vitória paranaense, por 2 a 1, aconteceu na primeira vez que se enfrentaram pelo Campeonato Brasileiro, no dia 27 de outubro de 1971, em Curitiba.
CRB-AL: No estádio Severiano Gomes, antigo estádio do CRB, o Santos de Pelé jogou pela primeira vez em Alagoas, em 25 de julho de 1965, em seu primeiro, e único, confronto contra a equipe da casa. Após um primeiro tempo muito equilibrado, que acabou empatado sem gols, o Santos passeou em campo no segundo tempo, aplicando uma sonora goleada de 6 a 0, com dois gols do ‘Rei’, ainda que o técnico Lula tenha promovido 8 substituições ao longo da partida.
Cruzeiro-MG: Entre as equipe grandes, que enfrentaram o Santos de Pelé, em mais de 10 partidas, o Cruzeiro é o único que levou vantagem, com 5 vitórias, frente a 4 da equipe paulista, com 6 gols de Pelé. O primeiro confronto aconteceu em partida amistosa, em 23 de dezembro de 1958, realizada do estádio Independência e foi vencida pelo Santos por 4 a 2, com 3 gols de Pelé. Neste dia, a curiosidade foi a presença de seu ídolo, Zizinho, atuando pela equipe mineira. As equipes viriam a decidir a Taça Brasil de 1966. Na primeira partida em 30 de novembro, no Mineirão, a equipe mineira passeou, aplicando um surpreendente 6 a 2. Inconformado com o resultado, Pelé acabou expulso; ainda assim, pelo fato de que naquele tempo não havia a suspensão automática, ele pôde estar presente, no próximo jogo, no dia 7 de dezembro, no Pacaembu. O Santos abriu 2 a 0 no placar, com um gol do ‘Rei’, mas acabou sofrendo a virada por 3 a 2 e o título ficou com o Cruzeiro.
Esportiva-SP (Guaratinguetá): No ano de 1961, em partidas válidas pelo Campeonato Paulista, Pelé extrapolou frente à Esportiva de Guaratinguetá, marcando 4 gols na goleada de 5 a 1, em 13 de setembro, na Vila Belmiro, e mais 3, no estádio Benedito Meirelles em nova goleada, de 4 a 0, no dia 8 de novembro. A última vez que se enfrentaram, no entanto, a Esportiva levou a melhor, por 2 a 0, em 21 de outubro de 1964. Ao todo foram 4 partidas com duas vitórias santistas.
Fast Clube-AM: Em jogo amistoso marcado para às 21 h de uma sexta-feira, no dia 9 de agosto de 1968, o estádio da Colina estava completamente lotado desde às 17 h por torcedores que iriam assistir, pela primeira vez, ao ‘Rei’ Pelé na cidade de Manaus. Após um período inicial muito equilibrado, que acabou em 0 a 0, o Santos se impôs no segundo tempo e goleou a equipe tricolor por 3 a 0. Pelé marcou o segundo gol. Esta foi a única partida do ‘Rei’ frente ao Fast Clube.
Ferroviária-SP: A única equipe do interior paulista que, embora tenha tido desvantagem nos confrontos com o Santos de Pelé, chegou a golear o time alvinegro em mais de uma oportunidade. Em partidas válidas pelo Campeonato Paulista, em Araraquara, aplicou um 4 a 0, em 4 de setembro de 1960, e outros dois 4 a 1, em 1° de setembro de 1963 e 7 de março de 1971. Mas o ‘Rei’ também aprontou das dele contra a Ferrinha, na Vila Belmiro, marcando 3 gols nos 5 a 0 em 7 de dezembro de 1960, mais 2 em 13 de dezembro de 1961, na goleada por 6 a 2 que valeu o título paulista daquele ano ao Santos, e mais 4 em um 7 a 2 no dia 15 de setembro de 1962. Ao todo, foram 24 partidas, com 13 vitórias santistas, 4 empates e 7 triunfos da Ferroviária, com 23 gols marcados por ‘Ele’.
Flamengo-RJ: Pelé enfrentou o Flamengo em 19 oportunidades, sendo uma delas pela seleção brasileira, em 6 de outubro de 1976, em amistoso vencido pelo ‘Fla’ por 2 a 0, realizado em prol da família do jogador rubro-negro Geraldo, que morrera durante uma cirurgia de amígdalas. Foram 8 vitórias, 5 empates, 6 derrotas e 13 gols marcados. Pelo Santos, o primeiro confronto aconteceu no Pacaembu, no torneio Rio-São Paulo, em 9 de março de 1958, quando, embora a equipe paulista tenha aberto 2 a 0 no placar, com um gol de Pelé, o Flamengo virou o jogo e venceu por 3 a 2. Em 11 de março de 1961, também pelo Rio-São Paulo, no Maracanã, o Santos deu um passeio, goleando por 7 a 1, com 3 gols de Pelé. Decidiriam a Taça Brasil de 1964, com o Santos levando a melhor, ao vencer por 4 a 1 em 16 de dezembro, no Pacaembu, com 3 gols de Pelé, e empatar sem gols na partida de volta no Maracanã.
No ar, como se fosse um acrobata (Reprodução)

Fluminense-RJ: Um grande equilíbrio marcou os confrontos do Santos de Pelé e o Fluminense. Ao longo das 12 partidas disputadas, foram 5 vitórias paulistas e 3 cariocas, com 5 gols do ‘Rei’. Em 5 de março de 1961, pelo torneio Rio-São Paulo, no estádio do Maracanã, o Santos já vencia por 1 a 0, com um gol de Pelé, quando, aos 40 minutos do primeiro tempo, ele marcou um gol tão bonito, que fez com que o jornalista Joelmir Beting mandasse fazer uma placa de bronze com o seguinte texto: “Neste estádio, Pelé marcou no dia 5 de março de 1961 o tento mais bonito da história do Maracanã”. Era o nascimento do gol de placa. Em abril de 1978, já aposentado, Pelé estava na Nigéria quando foi convidado a atuar por 35 minutos com a camisa da seleção nigeriana frente ao Fluminense, que venceu por 3 a 1.
Fortaleza-CE: Pelé marcou 2 gols na primeira vez que atuou na capital cearense, Fortaleza, justamente frente à equipe homônima, em partida amistosa realizada no estádio Presidente Vargas (PV), em 18 de julho de 1959, que acabou empatada em 2 a 2. Voltaria a enfrentar o tricolor cearense em 23 de janeiro de 1974, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 1973, novamente no PV. Pelé voltou a marcar 2 gols, mas desta vez o Santos goleou por 5 a 1. Em 18 de julho, no Pacaembu, houve um empate por 1 gol.
Francana-SP: Durante partida amistosa realizada, no dia 24 de abril de 1974, pelas festividades relativas à comemoração da data de elevação de Franca a condição de cidade, Pelé teve a oportunidade de reencontrar um velho companheiro campeão mundial, Zózimo, que, embora já tivesse se aposentado, foi convidado a participar do jogo, defendendo a Francana. Em campo, a partida não teve muitas emoções e acabou empatada sem gols.
Goiás-GO: Foram 5 confrontos marcados pelo equilíbrio, com uma vitória de cada equipe, 3 empates e 2 gols de sua autoria. O primeiro jogo, um amistoso, aconteceu em 19 de março de 1968, na cidade de Goiânia, acabou empatado em 3 a 3, com um gol de Pelé e a presença do presidente da República, o marechal Costa e Silva. No último confronto, em 6 de fevereiro de 1974, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro daquele ano, no estádio do Pacaembu, o Santos vencia por 4 a 1 até os 34 minutos do segundo tempo, e acabou sofrendo o empate.
Grêmio-RS: Ainda com 16 anos, Pelé enfrentou o Grêmio durante excursão do Santos ao sul do país, em 12 de março de 1957. Reserva, entrou no lugar de Del Vecchio, na derrota por 3 a 2 em jogo realizado no estádio Olímpico. As primeiras partidas decisivas aconteceram em novembro de 1959 e foram válidas pelas semifinais da Taça Brasil. No dia 17, no Pacaembu, o Santos goleou por 4 a 1, e conquistou a vaga na final ao empatar sem gols, no Olímpico, no dia 25. Voltariam a se enfrentar pelas semifinais da Taça Brasil de 1963, já em janeiro de 1964. No dia 16, no Olímpico, Pelé marcou um gol na vitória por 3 a 1 e deixou a classificação para a final encaminhada. Já na volta, no Pacaembu, Pelé marcou 3 gols, na vitória do Santos por 4 a 3, o último deles aos 40 minutos do segundo tempo. Poucos minutos depois, com a expulsão do goleiro Gylmar, coube ao ‘Rei’ entrar na posição de goleiro e garantir a classificação para a final após algumas boas defesas. Ao longo de 15 confrontos, nota-SE: um grande equilíbrio, com 7 vitórias do Santos, 6 do Grêmio e 10 gols marcados por Pelé.
Guarani-SP: Outra equipe que sofreu muito com o Santos de Pelé, sobretudo com o ‘Rei’. Em 33 partidas, a equipe alvinegra levou a melhor 23 vezes, enquanto o Guarani venceu apenas 4 vezes. O Santos marcou 106 gols, uma média superior a 3 por partida, sendo que 40 deles foram marcados por ‘Ele’. Em três oportunidades, Pelé fez 4 gols na equipe bugrina, na goleada de 8 a 1, em 15 de agosto de 1957; no 7 a 1, no dia 14 de dezembro de 1958 e no 7 a 0 em 11 de setembro de 1965. Isto sem falar em um inusitado 10 a 2, com dois gols de Pelé, em um amistoso de entrega das faixas de campeão paulista, em 11 de janeiro de 1961. O Guarani também teve uma atuação de gala, em 18 de novembro de 1964, quando goleou o Santos por 5 a 1, em um dia que até pênalti Pelé perdeu.
Internacional-RS: O primeiro confronto do rei Pelé frente ao Internacional aconteceu em 25 de setembro de 1958, no antigo estádio dos Eucaliptos, na cidade de Porto Alegre, em uma partida amistosa. Naquele dia, a equipe santista foi goleada por 5 a 1. As partidas passaram a ser mais frequentes a partir de 1967, pelo torneio Roberto Gomes Pedrosa. Logo no primeiro jogo, em 15 de março, no estádio do Pacaembu, o Santos se vingou daquela goleada, infringindo 5 a 1 frente ao Colorado, com um gol de Pelé. Ao todo foram 9 partidas, com 5 vitórias santistas e 2 da equipe gaúcha, com 4 gols do ‘Rei’.
Jabaquara-SP: Pelé marcou 22 gols na equipe do Jabaquara, em 12 jogos, sendo que o Santos saiu vencedor em 11 deles com 66 gols marcados ao todo. A única vitória do Jabaquara aconteceu no Campeonato Paulista de 1957, em 31 de julho, na Vila Belmiro, um inusitado placar de 6 a 4. O convencional, no entanto, era o Santos golear e Pelé marcar muitos gols, assim como aconteceu em 2 de dezembro de 1962, quando o ‘Rei’ fez 4 gols na goleada por 8 a 2 e em outras 3 oportunidades, com 3 gols de Pelé em cada um deles, em 22 de outubro de 1958; 6 a 2, em 27 de julho de 1960, 8 a 3; e 19 de agosto de 1962, 5 a 1.
Juventus-SP: A equipe da Rua Javari é aquela que mais vezes enfrentou o Santos de Pelé e não conseguiu vencer uma partida sequer. Foram 29 partidas, com 24 vitórias e 98 gols santistas, com o ‘Rei’ marcando 42 deles. Em 10 de dezembro de 1958, na Vila Belmiro, Pelé marcou 3 gols na goleada por 7 a 1, em partida válida pelo Campeonato Paulista. Menos de um ano depois, na Rua Javari, em 2 de agosto de 1959, na vitória por 4 a 0 do Santos, Pelé marcou 3 deles, o último aos 42 minutos do segundo tempo, que, segundo ele, é o mais bonito de toda sua carreira, após uma sequência de chapéus sobre os adversários grenás. Dois anos depois, em 6 de setembro de 1961, Pelé marcaria 5 gols, numa incrível goleada de 10 a 1 em partida realizada na Vila Belmiro.
Londrina-PR: Recém-alçado à condição de titular da equipe do Santos, conquistada durante o torneio Rio-São Paulo, ainda em andamento, Pelé acabou começando no banco de reservas no amistoso realizado em 19 de maio de 1957 frente à recém-criada equipe do Londrina. Entrou em campo a tempo de marcar 2 tentos na goleada de 7 a 1. O Santos voltaria a enfrentar o Londrina no dia 20 de setembro de 1961, vencendo, desta vez, por 2 a 1 em partida amistosa.
Maringá-PR: Uma grande atuação do Santos em 16 de maio de 1965, em partida amistosa realizada em homenagem ao aniversário da cidade. Ainda que os torcedores estivessem ansiosos por ver o ‘Rei’ em ação, ninguém poderia imaginar o incrível resultado final. O primeiro tempo acabou com 3 a 1 para o Santos. Após abrir uma confortável vantagem de 5 a 1, quando faltavam cerca de 15 minutos, a equipe alvinegra desandou a marcar gols, um total de 6. Placar final, 11 a 1, na única partida do rei Pelé, que naquele dia marcou dois gols frente ao Grêmio de Maringá.
Nacional-AM: Três amistosos, 3 vitórias e 3 gols de Pelé. Em 11 de agosto de 1968, no estádio da Colina, o Santos venceu por 2 a 1, com 1 gol de Pelé aos 44 minutos do segundo tempo. Já em 7 de outubro de 1971, o Santos voltou a Manaus e goleou o Nacional por 5 a 1. Nesta oportunidade, Pelé recebeu o título de Cidadão do Amazonas. Na última vez, em 28 de abril de 1974, pelo Campeonato Brasileiro, Pelé marcou o gol da vitória santista por 1 a 0.
Nacional-SP: Foram apenas 4 confrontos, válidos pelo Campeonato Paulista, mas o suficiente para notar o quanto a equipe do Nacional da capital paulista sofreu com o Santos de Pelé, que venceu todas elas, marcando 25 gols, uma média superior a 6 gols por jogo, sendo 11 deles marcados por Pelé. Em 11 de setembro de 1957, Pelé fez 4 gols na goleada de 7 a 1 e voltaria a marcar mais 4, na incrível goleada de 10 a 0, um ano depois, no dia 11 de setembro de 1958.
Náutico-PE: Pelé enfrentou o Náutico em 7 oportunidades, sempre pelo Santos, marcando 3 gols, vencendo 4 vezes e perdendo apenas um único jogo. Após empatarem sem gols, no primeiro confronto, realizado no estádio dos Aflitos, em 4 de outubro de 1957, voltaram a se enfrentar pelas semifinais da Taça Brasil de 1966. Na primeira partida, na Ilha do Retiro, em 9 de novembro, Pelé marcou um gol na vitória por 2 a 0. No jogo de volta, no Pacaembu, no dia 17, o Santos foi surpreendido e derrotado por 5 a 3, com 4 gols de Bita. Na partida decisiva, no dia 19, o Santos goleou por 4 a 1 e foi às finais.
Noroeste-SP: Após estar quase acertado para atuar na equipe do Noroeste, em que chegou a jogar como juvenil, Pelé acabou fechando contrato com o Santos, o que gerou certo clima de animosidade quando o ‘Rei’ ia atuar em Bauru contra o maior rival do seu antigo clube, o Bauru Atlético Clube. Isto ficou ainda mais evidente quando o Noroeste levou a melhor frente ao Santos, nas duas primeiras vezes que se encontraram, ambas no estádio Alfredo de Castilho, na cidade de Bauru, em 1958, no dia 23 de março, em partidas amistosas, por 3 a 2, e em 10 de agosto, por 1 a 0, sem que Pelé marcasse gol. A partir daí, no entanto, foram 16 partidas, com 15 vitórias e 29 gols marcados pelo ‘Rei’. Foram algumas goleadas santistas, sendo que em 14 de julho de 1965, na Vila Belmiro, Pelé marcou 5 gols em um 6 a 2. Em 21 de julho de 1963, em partida equilibradíssima em Bauru, o ‘Rei’ marcou 4 gols da vitória santista por 4 a 3, sendo que o último deles, de pênalti, aos 43 minutos do segundo tempo, acabou provocando invasão de campo e a expulsão de 5 jogadores do time da casa.
Olaria-RJ: Em partida válida pelo torneio Rio-São Paulo, no estádio do Pacaembu, no dia 16 de março de 1963, pouco mais de 7 mil pessoas se interessaram em assistir à partida entre o então líder, Santos, e o lanterna da competição, Olaria. O Santos dominou totalmente a partida e goleou a equipe carioca por 5 a 1, com 3 gols marcados por Pelé. Esta foi a única partida do ‘Rei’ frente ao Olaria.
Olímpico-SC (Blumenau): No estádio Aderbal Ramos da Silva, na cidade catarinense de Blumenau, em amistoso que marcou a inauguração dos refletores, no dia 30 de agosto de 1961, o Santos de Pelé, que voltava de Montevidéu, onde tinha enfrentado o Nacional do Uruguai, teve uma atuação magnífica frente à equipe do Olímpico, que viria a conquistar o título catarinense em 1964. O Santos aplicou uma sonora goleada de 8 a 0, com direito a 5 gols de Pelé.
Palestra-SP (S. Bernardo do Campo): No estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, em 9 de janeiro de 1974, Pelé enfrentou a equipe do Palestra, em sua primeira partida no seu último ano como atleta profissional do Santos, quando foi homenageado, recebendo uma chuteira folheada a ouro. Os alvinegros golearam com certa facilidade, 4 a 0, com um gol do ‘Rei’ em sua única partida frente ao Palestra.
Palmeiras-SP: Para muitos, o Palmeiras foi quem mais rivalizou com o Santos de Pelé, sobretudo por ter sido a única equipe a interromper, por 3 vezes, a sequência de títulos paulistas do Santos, em 1959, 1963 e 1966. A primeira partida, pelo torneio Rio-São Paulo, no Pacaembu, foi em 15 de maio de 1957, Pelé marcou 2 gols na vitória santista de 3 a 0. Pouco menos de um ano depois, pela mesma competição, uma das partidas mais marcantes, embora não decisiva, no dia 6 de março de 1958, o ‘Rei’ teve grande atuação e marcou um gol, na vitória santista de 7 a 6 frente ao Palmeiras. A primeira vez que o Santos de Pelé decidiu um título com o Palmeiras aconteceu em 10 de janeiro de 1960, válido pelo Campeonato Paulista de 1959, e embora o ‘Rei’ tenha aberto o placar, o alviverde virou o jogo e ficou com o título. No final daquele ano, no dia 16 de dezembro, embora não tenha tido final, Pelé marcou um gol na vitória por 2 a 1 frente ao Palmeiras, na Vila Belmiro, e conquistou o título paulista daquele ano. Voltariam a se enfrentar em partidas decisivas, pelas semifinais da Taça Brasil, de 1964, com duas vitórias santistas, em 4 de novembro, por 3 a 2 com um gol de Pelé; e por 4 a 0 no dia 10; e na de 1965, com uma goleada santista de 4 a 0, no dia 3 de novembro, e no dia 10, no empate por 1 a 1, com um gol do ‘Rei’. Ao longo de 57 partidas, o Santos de Pelé venceu 28 jogos e o Palmeiras, 17, com 12 empates e 110 gols do Santos, sendo 33 deles marcados por Pelé.
Paulista-SP: Foram apenas 4 confrontos, todos bem equilibrados e válidos pelo Campeonato Paulista, com três vitórias santistas e um empate. O primeiro deles, em 2 de março de 1969, no estádio Jayme Cintra, o Santos venceu por 2 a 1. Naquele mesmo ano, no dia 28 de maio, Pelé marcaria seu único gol contra a equipe de Jundiaí, em novo triunfo alvinegro, desta vez por 3 a 2, na Vila Belmiro.
Paysandu-PA: Para ter condições de receber um maior público, a direção do Paysandu construiu um lance de arquibancada de madeira no estádio da Curuzu, especialmente para o amistoso frente ao Santos de Pelé programado para o dia 6 de agosto de 1968. O Paysandu saiu na frente o placar ainda no primeiro tempo, mas levou a virada por 3 a 1, com direito a 2 gols de Pelé. Esta foi a única vez que o ‘Rei’ enfrentou o Papão.
Pelotas-RS: A delegação do Santos chegou à cidade gaúcha de Pelotas após passar por Porto Alegre e Rio Grande durante excursão preparatória para o Campeonato Paulista de 1957. Pelé ainda era reserva da equipe santista e costumava entrar, ao longo das partidas, no lugar de Jair Rosa Pinto ou de Del Vecchio. Desta vez, no entanto, o técnico Lula o testou no segundo tempo na posição ocupada por Pagão. O Santos venceu a partida por 3 a 2.
Ponte Preta-SP: Pelé participou de 13 partidas frente à Ponte Preta e jamais perdeu. Foram 11 vitórias, 2 empates e 12 gols marcados. Sua estreia frente à Macaca aconteceu em 25 de julho de 1957, na Vila Belmiro, em partida válida pelo Campeonato Paulista, marcando 3 gols na goleada de 7 a 2. A partida mais importante entre as equipes também foi uma das mais marcantes para o futebol mundial. Em jogo válido pelo Campeonato Paulista de 1974, no dia 2 de outubro, na Vila Belmiro, aos 20 minutos do primeiro tempo, Pelé pegou a bola no meio do campo, levantou os braços e se despediu do futebol com a camisa do Santos. Posteriormente, em 1975, Pelé voltaria aos campos para atuar pelo New York Cosmos. Naquele dia, o Santos venceu por 2 a 0.
Portuguesa de Desportos-SP: As duas primeiras partidas do Santos de Pelé aconteceram em 1957 e foram vencidas pela Portuguesa, ambas por 4 a 2, em 9 de fevereiro e 9 de maio, com Pelé passando em branco. A partir daí, no entanto, o ‘Rei’ levou vantagem na maioria das vezes. Em duas oportunidades chegou a marcar 4 gols na Lusa, no dia 17 de setembro de 1961, 6 a 1, pelo Campeonato Paulista e em 15 de outubro de 1969, no 6 a 2, válido pelo torneio Roberto Gomes Pedrosa. As equipes disputaram o título do Campeonato Paulista de 1964 até a última rodada, quando em 13 de dezembro, na Vila Belmiro, o Santos conquistou a competição ao vencer a Portuguesa por 3 a 2. Depois de alguns anos, voltaram a decidir um título paulista, em 26 de agosto de 1973, no Morumbi, quando um empate sem gols, seguido de um erro na contagem de pênalti por parte do árbitro Armando Marques acabou por provocar a divisão do título entre as equipes, o último da carreira do rei Pelé. Ao longo da carreira, Pelé enfrentou a Portuguesa em 49 oportunidades, levando a melhor em 27 delas, empatando 9 e perdendo 13 vezes, com o ‘Rei’ marcando 42 gols. A Portuguesa foi a equipe que mais sofreu gol do Santos com Pelé em campo, ao todo 118.
Portuguesa Santista-SP: Em 17 partidas disputadas frente à Portuguesa Santista, o Santos de Pelé venceu 12 e perdeu apenas 2, com ‘Ele’ tendo marcado 20 gols. Algumas goleadas foram marcantes, assim como em 1° de dezembro de 1957, em partida válida pelo Campeonato Paulista, no estádio Ulrica Mursa, quando o Santos venceu por 6 a 2, com 4 gols de Pelé. Pouco menos de um ano depois, em 15 de outubro de 1957, na Vila Belmiro, a equipe santista voltou a golear, por 6 a 1, com o ‘Rei’ marcando 3 deles. Em 5 de setembro de 1959, como militar, Pelé enfrentou a Portuguesa Santista, defendendo a equipe do 6º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado, o jogo acabou empatado sem gols.
Prudentina-SP: O Santos de Pelé enfrentou a equipe da Prudentina, da cidade paulista de Presidente Prudente, em 11 oportunidades, levando a melhor em 9 vezes e empatando apenas em duas delas. Pelé marcou 25 gols, uma impressionante média superior a 2 gols por jogo. O ‘Rei’ fez gols em todas as partidas contra a Prudentina, cabendo destacar os 4 gols marcados em 28 de outubro de 1964, na goleada de 8 a 1 na Vila Belmiro, e os 5 anotados na vitória de 5 a 2 em pleno estádio Félix Ribeiro Marcondes, na cidade de Presidente Prudente, no dia 31 de outubro de 1965.
Remo-PA: O estádio Antonio Baena, o Baenão, na cidade de Belém, estava completamente lotado no dia 29 de abril de 1965, para assistir ao vivo, pela primeira vez no Pará, o rei Pelé. Ele entrou em campo com a camisa do Remo e um buquê de rosas. Naquele dia, o Santos, que estreava Carlos Alberto Torres, goleou a equipe azulina pelo inusitado placar de 9 a 4. Pelé foi um caso à parte, uma vez que marcou ‘apenas’ 5 gols. Ao final da partida, ainda se dirigiu ao presidente do clube paraense e se desculpou por um dos gols, de pênalti, que na opinião dele tinha sido mal marcado. Esta foi a única partida de Pelé frente ao Clube do Remo.
Renner-RS: Reserva durante quase toda a excursão do Santos ao Rio Grande do Sul em março de 1957, Pelé foi titular no dia 27, na partida amistosa frente ao Renner, equipe campeã gaúcha de 1954, que contava com o goleiro Valdir Joaquim de Moraes, com quem travaria históricos confrontos em um futuro próximo nos clássicos com o Palmeiras. O destaque naquele dia, no entanto, foi Ênio Andrade, futuro técnico, que marcou 3 gols na vitória do time gaúcho por 5 a 3.
Rio Negro-AM: A única partida de rei Pelé frente à equipe amazonense do Rio Negro foi histórica para a sua carreira. No dia 2 de maio de 1974, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano, aos 4 minutos do primeiro tempo, Pelé marcou o seu último gol na Vila Belmiro. A partida acabou em 3 a 0 para o Santos.
Saad-SP: Pequena equipe da cidade paulista de São Caetano do Sul, o Saad participou, pela primeira vez, do Campeonato Paulista da divisão principal em 1974, e foi dono de uma das grandes surpresas da competição ao vencer o Santos por 3 a 1, chegou a estar vencendo por 3 a 0, em pleno estádio da Vila Belmiro, em 24 de agosto. Pelé teve uma atuação fraca e chegou a ser vaiado pela torcida santista, algo inusitado e raríssimo em sua carreira. Esta foi a única vez que enfrentou o Saad.
Sampaio Corrêa-MA: Com status de bicampeão paulista (55/56), o Santos chegou a São Luís para enfrentar a equipe do Sampaio Corrêa em 6 de outubro de 1957, em partida amistosa realizada no estádio Nhozinho Santos. Pela primeira vez, Pelé atuaria no estado do Maranhão e foi em grande estilo. Após abrir o placar com um gol de Terrível, coube a Pelé marcar os 2 gols da vitória santista por 2 a 1. Esta foi a única vez que o ‘Rei’ enfrentou o Sampaio.
Santa Cruz-PE: Em 8 partidas, o ‘Rei’ marcou 8 gols, vencendo 5 jogos e perdendo 2 vezes. No terceiro confronto frente ao Santa Cruz, válido pelo torneio Roberto Gomes Pedrosa, em 12 de novembro de 1969, na Ilha do Retiro, aos 5 minutos do segundo tempo da partida, Pelé marcou o terceiro gol santista naquele dia, que seria o seu milésimo gol, uma vez que pesquisas posteriores identificaram outros gols marcados pelo ‘Rei’, antes desta data. Apesar disso, oficialmente a história define o gol mil como sendo aquele marcado frente ao Vasco, uma semana depois no Maracanã. Pelé marcaria mais um gol naquela goleada de 4 a 0.
Santos-SP: Vestindo a camisa do New York Cosmos, Pelé enfrentou por 45 minutos o Santos, durante sua partida de despedida realizada no New York Stadium no dia 1° de outubro de 1977. A equipe brasileira abriu o placar aos 14 minutos do primeiro tempo, através de ‘Rei’naldo, cabendo justamente a Pelé empatar a partida, marcando um gol de falta para a equipe norte-americana. No segundo tempo, atuando pelo Santos, viu o Cosmos virar o placar para 2 a 1.
São Bento-SP: O São Bento estreava no Campeonato Paulista quando surpreendeu o Santos de Pelé, na primeira vez em que se enfrentaram, no dia 30 de outubro de 1963, no estádio Carlos Joel Nelli em Sorocaba, vencendo por 3 a 2 a equipe que pouco menos de um mês depois conquistaria o bicampeonato mundial frente ao Milan. Foi, no entanto, o único triunfo da equipe do interior. Em 14 partidas, foram nove vitórias santistas e 11 gols marcados pelo rei Pelé. Com destaque para a goleada de 6 a 0 em 9 de dezembro de 1964, com 3 tentos marcados por Pelé.
São Paulo-SP: A estreia do ‘Rei’ em uma competição oficial aconteceu frente ao São Paulo, no dia 26 de abril de 1957, na vitória por 3 a 1 em partida válida pelo torneio Rio-São Paulo, com um gol dele. Ainda naquele ano, no dia 17 de novembro, em partida válida pelo Campeonato Paulista, na Vila Belmiro, o ‘Rei’ enfrentou seu ídolo de criança, Zizinho. Naquele dia, seu ídolo levou a melhor, com o São Paulo vencendo por 6 a 2. No ano seguinte, em 1958, embora não tenha tido uma partida final, Pelé conquistou seu primeiro titulo depois de conquistar a Copa do Mundo da Suécia, o Campeonato Paulista, disputando diretamente com o São Paulo. A única vez em que decidiram uma competição em uma partida final aconteceu em 21 de dezembro de 1967, quando o Santos venceu o tricolor por 2 a 1 no Pacaembu, em partida válida pelo Campeonato Paulista daquele ano. Em 49 partidas, o Santos de Pelé venceu 19 vezes, o São Paulo levou a melhor em 12 oportunidades e o ‘Rei’ marcou 32 gols.
Sergipe-SE: Pelé marcou 4 gols da incrível goleada de 9 a 1 do Santos frente ao Sergipe em partida amistosa realizada no estádio Lourival Batista, o Batistão, em Aracaju, no dia 29 de julho de 1970. O ‘Rei’ voltaria a marcar, na vitória de 1 a 0, no dia 13 de setembro de 1972, bem como na goleada por 3 a 0, em 3 de outubro de 1973, em partidas disputadas em Aracaju e válidas pelo Campeonato Brasileiro.
O badalado milésimo gol no argentino Andrada

Sport Recife-PE: São 6 confrontos entre o Santos de Pelé e o Sport, com 3 vitórias paulistas, 3 empates e 2 gols de Pelé, com jogos marcados quase sempre por grande equilíbrio. A exceção aconteceu justamente quando as equipes decidiram uma vaga para as finais da Taça Brasil de 1962, em partidas realizadas em janeiro de 1963. No dia 12, na Ilha do Retiro, as equipes empataram por 1 a 1. Já no jogo de volta, no dia 16, no Pacaembu, embora não tenho feito gols, Pelé teve uma atuação magistral na goleada de 4 a 0.
Taubaté-SP: Em partidas válidas pelo Campeonato Paulista, o Santos de Pelé venceu 5 dos 8 confrontos frente à equipe do Vale do Paraíba, anotando 6 gols. A única vitória do Taubaté foi épica, por 3 a 2, em 5 de outubro de 1958, no estádio Lauro Joaquim de Moraes, em uma rara derrota santista naquele ano. Pouco mais de 2 anos depois, o Santos se vingou de forma convincente, ao aplicar uma goleada de 6 a 1 no time da casa, com dois gols de Pelé.
Uberaba-MG: No meio do Campeonato Brasileiro de 1974, o Santos realizou uma rápida excursão por Goiás e Minas Gerais. Uma das cidades visitadas foi Uberaba, que premiou o ‘Rei’ com o título de cidadão honorário. Visivelmente longe de suas melhores condições físicas, sua simples presença em campo foi o suficiente para que o público lotasse as dependências do estádio Engenheiro João Guido, o Uberabão. O Santos venceu por 2 a 0 esta partida, que foi a única de Pelé frente ao Uberaba.
Uberlândia-MG: O antigo estádio do Uberlândia, o Juca Ribeiro, foi palco, em 8 de janeiro de 1961, de uma grande exibição do Santos. A equipe paulista tinha recém-reconquistado o título paulista de 1960 frente ao Palmeiras e mostrou ao público mineiro que aquele ano seria ainda melhor. Com recorde de público, o Alvinegro passeou em campo com uma goleada convincente de 6 a 1, com 4 gols de Coutinho e 1 de Pelé. Esta foi a única vez que o ‘Rei’ enfrentou o Uberlândia.
Vasco da Gama-RJ: Pelé chegou a atuar, e marcar gols, com a camisa do Vasco, em um combinado formado por atletas das duas equipes que jogou 4 partidas amistosas em 1957. Em 17 de maio de 1959, Pelé marcou um gol na goleada santista de 3 a 0 frente ao Vasco da Gama, que lhe valeu a primeira conquista do Torneio Rio-São Paulo. As equipes voltariam a decidir um título, o da Taça Brasil de 1965, conquistado pelo Santos, em 8 de dezembro, quando Pelé marcou o gol da vitória do Santos por 1 a 0 na partida final disputada no Maracanã. Em 1968, no dia 10 de dezembro, Pelé marcou um gol na vitória por 2 a 1 frente à equipe carioca, no Maracanã, e conquistou o torneio Roberto Gomes Pedrosa. A partida mais importante, no entanto, aconteceu em 19 de novembro de 1969, na vitória santista por 2 a 1, quando, aos 34 minutos do segundo tempo, o ‘Rei’ marcou — oficialmente — de pênalti, o seu milésimo gol. A estatística dos confrontos é bem equilibrada, com 9 vitórias santistas e 8 vascaínas, ao longo das 21 partidas, com Pelé marcando 9 gols.
Vitória-BA: Em três confrontos realizados, todos pelo Campeonato Brasileiro, o Santos de Pelé triunfou apenas em um deles, 1 a 0, no último, realizado no estádio do Pacaembu, em 31 de janeiro de 1974. Nas outras duas partidas, ambas na Fonte Nova, o Vitória levou a melhor vencendo por 1 a 0 em 17 de setembro de 1972, e 2 a 0 no dia 29 de agosto de 1973. Pelé não marcou gols no rubro-negro baiano.
XV de Jaú-SP: Em 4 partidas disputadas, válidas pelo Campeonato Paulista, o fator campo foi decisivo na história dos confrontos de Pelé frente à equipe de Jaú. Atuando na Vila Belmiro, o Santos goleou por 5 a 2, em 1958, com um gol de Pelé, e por incríveis 8 a 2, no dia 26 de julho de 1959, com 3 gols dele. Já nas partidas disputadas em Jaú, houve um empate sem gols, no dia 1° de novembro de 1959, e uma vitória do time da casa por 1 a 0, em 8 de novembro de 1959.
XV de Piracicaba-SP: Uma das grandes vítimas de Pelé, o XV de Piracicaba enfrentou o Santos do ‘Rei’ em 18 oportunidades, com 14 vitórias e 62 gols santistas, uma média de 3,4 gols por partida. Coube a Pelé marcar 25 vezes. Em 23 de julho de 1958, Pelé marcou 4 vezes, na goleada de 6 a 0. No ano de 1961, o ‘Rei’ marcou 3 gols em cada uma das goleadas aplicadas pelo Santos, 6 a 1 no dia 19 de agosto; e 7 a 2 no dia 10 de dezembro. A única vez que Pelé saiu derrotado pelo alvinegro piracicabano foi justamente na última vez que o enfrentou, por 1 a 0, no dia 27 de agosto de 1972, no Barão de Serra Negra.
Ypiranga-SP: Uma das mas tradicionais equipes do futebol paulistano, o Clube Atlético Ypiranga foi confrontado em três partidas válidas pelo Campeonato Paulista, o Santos de Pelé venceu por goleada todas elas, marcando 21 gols, sendo 8 deles do ‘Rei’. Em 25 de setembro de 1957, aconteceu o placar mais elástico, por 9 a 1. Já em 1958, no dia 7 de setembro, por 4 a 1, sem gols de Pelé, que marcou 5 na goleada por 8 a 1 em 1° de outubro.
 * Consultor e Professor, atua e escreve sobre temas relacionados a Gestão do Conhecimento, Inovação, Pessoas, Projetos e Lições Aprendidas


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