(Reprodução Globo Esporte) |
ÍNDICE: 1) Angustura nos Aflitos
/ 2) O medo da Série D / 3) Soma de esforços / 4) Fartura de gol / 5) Profissionalismo
autêntico / 6) A mãe do “Rei” / 7) Um cearense pernambucano / 8) O Gordo da
Soparia / 9) Ressurreição de Mazola / 10) Que coincidência / 11) Bola rola em
várias direções / 12) Embaixada Suicida e Almir Pernambuquinho
ANGUSTURA NOS AFLITOS – Não se
trata de trocadilho com o nome da rua da principal entrada para o estádio
dos Aflitos. Refiro-me à situação que o Náutico vive. Torcida decepcionada e irritada
com a pífia campanha na Série C, apelando para atos intoleráveis, de certa forma
compreensíveis, embora inaceitáveis.
A invasão do CT, um local
privado, para fazer ameaças a jogadores e ao técnico, em pleno ambiente de
trabalho, é coisa de arruaceiros.
A interdição de um trecho da
Av. Conselheiro Rosa e Silva, em dia útil, nas imediações do clube, prejudicou milhares
de recifenses que utilizam diariamente aquela via e que nada têm a ver com a
aflição da timbuzada.
O MEDO DA SÉRIE D – O
desejado acesso do Náutico à Série B ainda é viável, todavia, na prática, essa
sonhada possibilidade vai se tornando cada vez mais ameaçada.
Antes de encarar o Aparecidense
nessa segunda-feira, dia de São João, em Goiás, o Timbu está na 14ª colocação,
ameaçado de entrar no quarteto da degola. Ser rebaixado para a Série D, a
quarta divisão nacional, seria uma tragédia para um clube cuja equipe ao descer
nos mais diversos aeroportos, Brasil afora, provocava comentários como este: “Esse
time é o Náutico lá de Pernambuco, um timaço...” Isso, muitas décadas atrás.
SOMA DE ESFORÇOS –
Diante do difícil momento, a Diretoria Executiva e o Conselho Deliberativo
deram-se as mãos, no sentido de somar esforços para tirar o Timba da
encruzilhada em que se encontra. Seria interessante que o exemplo dado pelos
dirigentes se irradiasse entre os torcedores. É hora de união. Soltar desaforos
e ofensas não contribui para nada.
FARTURA DE GOL – Dois
resultados chamaram a atenção do torcedor brasileiro recentemente. Um foi a goleada
do Cuiabá, que jogava em casa, sobre o Fortaleza por 5 x 0. É verdade que o
time cearense teve dois jogadores expulsos, mas mesmo assim. Pela Série B, Ituano
3 x 5 Paysandu. Nos dois jogos foram marcados 13 gols.
PROFISSIONALISMO AUTÊNTICO – O
Fortaleza tem como CEO, seu ex-presidente Marcelo Paz, que foi desejado por
vários clubes do Brasil e recusou recentemente um convite para administrar o
Corinthians. O salário de Marcelo, no Leão do Pici, é de R$ 130 mil mensais,
com direito a prêmio por cada conquista do clube. Há uma pesada multa contratual,
bilateral, em caso de rescisão.
A MÃE DO “REI” – Dona Celeste, a mulher, que
juntamente com Dondinho, na época jogador, botou Pelé no mundo, partiu para a
Eternidade aos 101 anos de idade. Seguiu o caminho já tomado pelo marido e pelo
filho famoso.
UM CEARENSE PERNAMBUCANO – Falo de
Lourálber Monteiro, ex-árbitro, cearense de nascença e pernambucano de vivência.
Embora afastado da nossa terra há muitos anos, acompanha plenamente – e dá
certeiros palpites – o futebol do nosso Estado, via internet. Lourálber, que
certa vez se insurgiu contra uma atitude autoritária do longevo presidente da
FPF, Rubem Moreira, história que fará parte do livro que estou escrevendo sobre
Rubão, é um dos muitos amigos que fiz no desempenho da minha profissão.
O GORDO DA SOPARIA – Já
não justifica o apelido, mas assim continua conhecido Cláudio Samuel de
Carvalho, uma espécie de torcedor símbolo do Central. Ele transformou o 105º
aniversário do Central, agora no dia 15 de junho, num verdadeiro acontecimento na vida de
Caruaru. Personalidades da Capital do Agreste, muitas ligadas à Patativa, de uma
forma ou de outra, e gente humilde compareceram à Soparia do Gordo, na Rua Dom
Bosco, incluindo ex-jogadores. Lá existe uma exposição fotográfica permanente,
cobrindo todas as paredes, retratando a vida do Alvinegro em todas as épocas.
Parabéns, Gordo!
Gordo da Soparia (D), guardião da memória do Central (Reprodução) |
RESURREIÇÃO DE MAZOLA – O técnico Mazola Junior estava encostado e, graças ao Náutico, botou a cabeça na janela. Sua passagem pelos Aflitos foi efêmera, mas reabriu seu caminho pelas estradas do futebol brasileiro. Não ficou uma semana desempregado após sair dos Aflitos. Foi contratado pelo Confiança, e de lambuja, levou o assistente Fernando Alves. Estreará quinta-feira (27) contra o CSA, no Batistão.
QUE COINCIDÊNCIA! – Os números atuais entre o ex-time de Mazola e o novo são coincidentes. O Náutico é o 14º da Série C e o Confiança, o 15º. Ambos têm 2 vitórias, 2 empates e 4 derrotas. O desempate vem no saldo de gol: 1 para o Alvirrubro e -3, ou seja, saldo negativo de 3 para o azulino de Sergipe.
BOLA ROLA EM VÁRIAS DIREÇÕES – No
próximo fim de semana, dez equipes do Interior começam a batalhar, procurando
obter uma vaga na Série A 1 de Pernambuco para 2025. Começará sábado 29, o Campeonato da Série A 2. Pelo menos em caráter
provisório, uma dezena de treinadores e uma porção de jogadores estarão dando
tratos à bola. O certame, que contará com a presença de 10 equipes, a exemplo das
Séries A 1 e A 3, começará com estes jogos:
Ipojuca (Ipojuca) x Jaguar (Jaboatão dos Guararapes)
Centro Limoeirense (Limoeiro) x Atlético-PE (Carpina)
Decisão (Sertânia) x Ypiranga (Santa Cruz do Capibaribe)_
Cabense (Cabo de Santo Agostinho) x Vera Cruz (Vitória de Santo Antão)
Vitória (Vitória de Santo Antão) x Íbis (Paulista).
Dois times sobem para a Série A 1 e dois descem
para a A 3.
Bom demais, como diz o frevo do alvirrubro J.
Michiles.
EMBAIXADA SUICIDA E ALMIR
PERNAMBUQUINHO – Como entrevistado, participei, com meu
depoimento, de dois trabalhos jornalístico-cinematográficos que se realizam, um
por estas bandas, outro no Rio, sobre a Embaixada Suicida, do Santa Cruz, e o
célebre Almir Pernambuquinho. Uma honra!
Almir, um dos valores que Pernambuco exportou para o Rio (Reprodução)
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