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| Entrevista coletiva nos Estados Ùnidos (Foto: Rafael Ribeiro-CBF) |
MARANHENSE WESLEY NÃO ESPERAVA
IR PARA A COPA
Em 2022, Wesley, maranhense de
São Luís, criado em Santa Catarina, buscava se firmar no time profissional do
Flamengo. Quatro anos depois, o lateral-direito disputará sua primeira Copa do
Mundo pela Seleção Brasileira. Ele disse em entrevista coletiva, que “não
imaginava” estar entre os 26 convocados da Amarelinha para este Mundial.
Neste período, ele sofreu com
críticas no Flamengo, especialmente em 2023, mas as superou com grandes
atuações no ano seguinte, quando foi campeão da Copa do Brasil. Desde então,
sua carreira está em franco crescimento: em março de 2025, foi chamado pela
primeira vez para a equipe nacional; em julho, foi contratado pela Roma; e no
restante do segundo semestre, acumulou seguidas convocações.
“Era um sonho estar aqui, mas
sonho distante, até porque não estava na Europa, nada dava certo. Só que
consegui dar minha volta por cima. E daqui para frente vai ser só coisa boa,
espero que seja, mas se chegar coisa ruim de novo, o que é normal, vou estar
preparado porque tudo que passei não foi à toa. Agora é manter. Essas duas
temporadas foram inesquecíveis e estar em uma Copa é para premiar tudo que fiz
(...)”, explicou.
PRESSÃO
Primeiro jogador nascido no
Maranhão a participar de uma Copa do Mundo, Wesley não se esconde da pressão e
da responsabilidade de representar o Brasil na maior competição futebolística
do planeta.
“É muita pressão, sei da
responsabilidade que é estar aqui. Como já passei por tanta coisa, é tentar
fazer o que já fiz quando estava em uma fase ruim e (sempre) tentar dar a volta
por cima. É minha primeira experiência em uma Copa e quero que só aconteçam
coisas boas, estou me preparando para isso. Que não tenha nada de ruim e que eu
possa fazer uma grande Copa”, afirmou.
VERSATILIDADE
Na Roma, com 39 jogos e cinco
gols, Wesley se tornou uma importante peça ofensiva jogando pela ala esquerda.
Ele contou que conversa com Danilo, capaz de atuar em diversas posições da
defesa, e com o coordenador técnico, Juan Santos, para acelerar a adaptação.
“Isso é uma coisa que fico
batendo cabeça, porque quando domino e ajusto o corpo, vejo que não vem
ninguém, está automatizado, venho e jogo de esquerda. Isso é uma coisa que me
ajudou, porque na esquerda consigo dominar de direita e se estiver fechado, carregar
(para o meio do campo). É uma coisa que está me ajudando, tenho que melhorar
muito, mas o que estou fazendo já me ajudou bastante”, disse.
RELAÇÃO COM ANCELOTTI
Wesley contou também que se
cobra para manter o mesmo nível de atuação na defesa e no ataque e falou de como
o técnico Carlo Ancelotti o ajuda com instruções e conversas.
“Ele sabe do meu potencial
atacando, só que eu boto na cabeça que quando estou bem ofensivamente, vou
estar bem defensivamente e vice-versa. Ele me ajuda nos detalhes, a não dar
bote, a cercar e no momento certo de subir (ao ataque) e ficar (na defesa). Ele
está conversando bastante comigo e espero que eu possa ajudar na defesa e no
ataque”, concluiu.
FOTO: Rafael Ribeiro-CBF

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