NO PÉ DA CONVERSA-Lenivaldo Aragão

O Colosso do Arruda precisa de reparos para poder voltar a ser utilizado (Reprodução)

 


 

SERÁ O BENEDITO, TORCIDA TRICOLOR? – No Santa Cruz quanto mais se reza, mais assombração aparece. Não bastassem a espera da ansiosa torcida pela tal SAF e os desgastes cada vez mais acentuados no Estádio José do Rego Maciel, o Mundão do Arruda, vem agora esse movimento dos jogadores, botando a diretoria no canto da parede, em busca do salário. Nada a reclamar, estão na dele. Isso sem esquecer o jogo contra a Ferroviária-SP (1 x 1), quando antes dos 10 minutos de bola rolando, o Tricolor já estava com um homem a menos, devido ao cartão vermelho dado ao goleiro.

HEXA É LUXO – Esta frase passou a ser uma espécie de símbolo do Náutico, quando da conquista do título estadual de 1974. Ali, o clube dos Aflitos impediu que o Santa fosse  hexacampeão, igualando seu feito, obtido em 1968. Pois, a simbólica expressão, que ainda hoje orgulha a timbuzada, estava escrita numa faixa em plena comemoração dos torcedores do Vitória após a conquista da Copa do Nordeste 2026 na final com o Fortaleza, nesse sábado, 6.

DISPUTA INTERNA-Oficialmente, o Leão da Barra se igualou ao seu rival, o Bahia, ambos com cinco títulos na Copa do Nordeste. Todavia, o Vitória sempre incluiu uma conquista a mais, agora seis, na sua matemática. É que o rubro-negro baiano contabiliza um torneio denominado José Américo de Almeida Filho, que nunca esteve na contagem da CBF.

ARTILHEIROS – Os atacantes Walisson, do ABC, e Renato Kaiser, do Vitória, dividem a artilharia da Copa do Nordeste 2026, com 6 gols, cada. Mais goleadores:

5 gols: Renê e Erick, ambos do Vitória

4 gols: Vitinho (Fortaleza) e Igor Bahia (ABC)

3 gols: Miritello (Fortaleza), Osvaldo (Vitória), Fernandinho (Retrô-PE), Everton Heleno (Sousa-PB), Marlon (Juazeirense-BA), Alex Bruno (ASA-AL), Luiz Fernando (ABC) e Bruno Leite (ABC).

NOTA 10 PARA O JUIZ – A arbitragem do duelo no Barradão foi confiada ao pernambucano Rodrigo José Pereira de Lima. Agradou a gregos e troianos. E ainda agiu num começo de briga após o jogo, evitando que uma troca de empurrões tivesse uma consequência maior, empanando o brilho da decisão e levando muita gente para julgamento pelo STJD.

UM LEÃO AMARGURADO NOS AFLITOS – Calma, gente, estou falando do Fortaleza, o Leão do Pici. Nessa terça-feira, 9, o vice-campeão da Copa do Nordeste pinta nos Aflitos, ainda sentindo o amargor da derrota para o Vitória na decisão do torneio regional. O Leão cearense enfrentará o Náutico, em jogo marcado para 19h pela 12ª das 38 rodadas da Série B do Brasileirão. O Alvirrubro também está de crista baixa por ter voltado a perder para o velho rival Sport. Como houve movimentação das pedras, o Fortaleza foi desalojado do G 6, e agora é o 7º colocado, enquanto o Náutico foi empurrado para o 5º lugar.

COM MORAL – Apesar dos pesares, o Fortaleza volta ao Recife com moral, isso face à sua recente vitória sobre o Sport, na Ilha do Retiro, quando eliminou o rubro-negro pernambucano nas semifinais da Copa do Nordeste. Derrotado no seu ambiente, a Arena Castelão, no jogo de ida, o Leão do Pici parecia fadado ao fracasso, posto que o adversário  estava em casa e só precisava empatar. Deu Fortaleza, que eliminou o Sport e se qualificou para a disputa da coroa com o Vitória.

E O LEÃO DAQUI? – Leão por Leão, o de Pernambuco permanece na tranquilidade da liderança do G 6 da Série B do Brasileirão, sabendo que, como dizia o ex-jogador Fraga, futebol dá e tira. Com 22 pontos, lidera, seguido pelo Vila Nova-GO, que também tem 22, mas perde no item maior número de vitórias. A calmaria do rei dos animais estará em jogo quarta-feira, 10, às 21h, em plena Ilha do Retiro contra o Athletic de Minas Gerais, no momento, 10º colocado, com 17 pontos.

A TAL LESÃO NA VIRILHA – O mal que aflige o lateral Wesley, da Seleção Brasileira, que deixou o gramado ainda no começo do amistoso com o Egito, leva o torcedor mais antigo ao Mundial de 1962, no Chile. O Brasil havia estreado com uma vitória por 2 x 0 sobre o México, e enfrentava a Checoslováquia. Pelé sofreu, ainda no primeiro tempo, uma distensão muscular na virilha. Não havia substituição, e o futuro Rei do Futebol permaneceu em campo só para fazer número, sem poder correr, chutar ou driblar. Os jogadores checos evitavam o combate direto com ele, ficando apenas a cercá-lo. A Copa terminou ali para Pelé, que nos jogos seguintes foi substituído por Amarildo. O botafoguense deu conta do recado ao lado do pernambucano Vavá e com o apoio do fluminense de sangue indígena – seu pai era fulniô de  Águas Belas-PE – Mané Garrincha.

 

 

BIQUARA, RAFAEL E IAPONÃ – Em 1968, o lateral direito Fernando Biquara, o volante Rafael e o atacante Iaponã, saídos do juvenil do Náutico, estavam relacionados para figurar na Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México. Saíram da lista porque foram profissionalizados pelo Alvirrubro, visando à participação na Taça Libertadores das Américas. Nas Olimpíadas, na época, só entravam jogadores inscritos como amadores.

 

  

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