NO PÉ DA CONVERSA-Lenivaldo Aragão

   

Foto: Reprodução


  1)            O Timbu chegou até onde pôde


2)            Vendaval na Rua Dom Bosco


3)            Lembrando Rubão


4)            Não deu “SanBa”


5)            Cidadão de Caruaru


6)            Betão na área


7)            Pausa

 

 

O TIMBU CHEGOU ATÉ ONDE PÔDE Nesta terça-feira, 25, o Náutico jogou taticamente dentro do que lhe cabia. E podia. Segurou o Cruzeiro no primeiro tempo. Como acontece em jogos em que um time de menor porte enfrenta uma equipe poderosa, o goleiro Vagner deixou seu nome no Estádio Independência. Isso diz tudo. O Cruzeiro atacou sempre e o Náutico se defendeu. Mas também foi ousado. Usou lançamentos em profundidade, principalmente depois que levou o primeiro gol. Teve umas três chances limpíssimas para empatar o jogo e até virar o placar, porém faltou capacidade a seus atacantes  para aproveitá-las. Mais uma vez o ditado “água mole em pedra dura tanto bate até que fura” esteve em evidência. Foi o que aconteceu com o time estrelado. A vitória por 2 x 0 dos mineiros foi incontestável. O Náutico, que venceu o primeiro jogo, nos Aflitos (1 x 0), sai da disputa sem trauma. A Raposa segue em frente na Copa do Brasil, e o Timbu, que chegou até onde suas limitações permitiram,  vai cuidar da participação na Série C do Brasileirão, sonhando em voltar à Série B.


VENDAVAL NA RUA DOM BOSCO – Evandro Carvalho demonstrou após a decisão Sport e Retrô uma irritação que foge à maneira cordial como ele se comporta, na condição de cartola mor do futebol pernambucano, no contato com os dirigentes. Advogado militante e ex-delegado de polícia, o presidente da FPF teve que engolir em seco a obrigação de extrapolar o número de times no campeonato 2023. Eram 12, mas a entrada do Petrolina por força judicial, atrapalhou o bom andamento do certame, em virtude da falta de datas. Pelo que se deduz, daqui para frente vai ser exatamente como a CBF e a FPF determinam, sem os clubes terem direito a mudar a regra do jogo.


LEMBRANDO RUBÃO – Na minha vida de cronista esportivo, passei pelo menos 30 anos frequentando a FPF quase diariamente. Não há como esquecer algumas facetas do bonachão e ao mesmo tempo folclórico Rubem Moreira. Presidindo uma reunião do Conselho Técnico, Rubão foi interrompido pelo sarcástico Alberto Galvão de Moura, do Sport, que questionava a pressa com que as coisas eram votadas, sem uma discussão mais profunda. “Isso aqui até parece uma ditadura”, reclamou. Rubem respondeu de supetão: “E às vezes é mesmo”. Sem perda de tempo mandou o superintendente Napoleão Gonçalves, que secretariava a sessão, continuar a escrever a ata, sem dar brecha para novas argumentações.


NÃO DEU “SANBA” – O propalado interesse do Bahia em colocar uma perna no Santa Cruz, no processo de transformação da Cobra Coral em SAF, não procede. Não haverá a tal fusão SAN-BA. Pelo menos é o que diz a diretoria do Esquadrão de Aço. Aliás, acho muito estranha essa liberalidade de um grupo de investidores poder cuidar de mais de uma equipe num mesmo cenário. Vai chegar um momento em que se desconfiará do resultado de um jogo entre elas, principalmente agora que as apostas oficiais  estão aí para macular o futebol brasileiro.


CIDADÃO DE CARUARU – Ídolo da torcida do Central, o paulista Leandro Costa vai ser agraciado com o título de cidadão honorário da Capital do Agreste.


BETÃO NA ÁREA – O ex-lateral Betão, que defendeu o Sport e o Náutico, além de outros clubes e a Seleção Brasileira, depois de girar pelo Brasil, voltou a morar no Recife. Certa vez perguntei a Nelinho, titular da Canarinha, quem poderia ser seu substituto, para uma reportagem da revista Placar, e o então lateral do Cruzeiro não titubeou: “É Betão, esse 

lateral aqui de vocês. Joguei no Rio Grande do Sul, no tempo dele, e o conheço de perto”.


PAUSA

Vou passar uns dias de pernas, e olhos, para o ar por causa de um tratamento de vista. Até breve!  

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