A Canarinha e o Capão

 

Foto: Gazeta Digital-Reprodução

 

É verdade que o Brasil não é mais aquele, mas o empate por 1 x 1 contra a Venezuela foi uma surpresa. E uma decepção. Significou a perda da liderança nas eliminatórias sul-americanas para 2026. A primazia cabe agora aos argentinos.

O rolo compressor da seleção cinco vezes campeã do mundo dessa vez foi tolhido. O Brasil rondou, rondou, rondou, e parecia um capão rodeando uma galinha. Vai aqui, vai acolá e nada. Ainda bem que mais uma vez um escanteio cobrado por Neymar saiu na medida para Gabriel Magalhães balançar a rede. Os brasileiros deram em cima dos venezuelanos, mas nada de aumentarem a contagem. Foi aí que funcionou a história do capão. E tudo acabou com uma beleza de gol, marcado pelo venezuelano Bello, de bicicleta. Tudo terminou com algumas pipocas sendo jogadas em Neymar, na saída. Gesto condenável  e punível, mas que retratou a insatisfação da torcida.

Terça-feira que vem, 17 de outubro, será no Estádio Centenário, contra o Uruguai, este um adversário tradicional. Vamos considerar o empate em Cuiabá um mero acidente e esperar que o capão dê uma de galo.

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