VELHO DIARIO SEGUE FIRME NA SUA FIEL TRAJETÓRIA

 

Reprodução Diário de Pernambuco


Lenivaldo Aragão



 

 

No painel fotográfico que ilustra este texto, vemos uma pequena multidão de jornalistas, que, através dos tempos, ajudaram a traçar a rica história do DIÁRIO DE PERNAMBUCO. No ensejo da passagem do seu ducentenário, pois foi fundado em 7 de novembro de 1825, o mais antigo jornal em circulação na América Latina, tem contado em interessantes e robustos capítulos sua trajetória nos dois séculos de atuação, sempre em defesa dos valores políticos, sociais, morais, educacionais, culturais e esportivos de Pernambuco. Embora tendo sofrido o impacto das mudanças no ramo das comunicações, o  “Velho Órgão da Pracinha”, ou “Praça do Diário” – na verdade, Praça da Independência –,   continua sendo motivo de orgulho para os pernambucanos, de um modo geral. Não parou no espaço e, mesmo usando novos métodos, permanece fiel à sua vocação de defensor e arauto de nossas raízes e costumes.

Trata-se, sobretudo, de um pioneiro.

Lembro-me de um episódio ocorrido em 1975, quando, além das minhas atividades no DP, exercidas oficialmente a partir de setembro de 1958, eu era correspondente da revista Placar em Pernambuco. O paranaense Carlos Maranhão, da revista, esteve no Recife a trabalho. Fiz-lhe as honras da casa e levei-o para conhecer a Redação do DP. Elogiou o prédio em que o jornal funcionava, ainda existente, embora depreciado, e mostrou-se admirado em ver a companheira Zenaide Barbosa em atividade.

“Não sabia que em Pernambuco tinha mulher trabalhando em jornal. Pensava que era somente homem”, comentou o visitante.  Não me fiz de regado. Puxei-lhe pelo braço e apresentei Zenaide como a editora-geral do Diário, aumentando o espanto do sudestino, uma vez que não se conhecia alguma jornalista desempenhando função tão importante em algum outro lugar do Brasil. Ponto para o pioneirismo do “mais antigo”.

Na foto sou o segundo da quarta fila, a partir da esquerda. De camisa escura  e cabelos esbranquiçados, em pose mais recente, estou cercado de colaboradoras, que como eu fui, ajudaram o querido DP a efetuar esta longa caminhada.

Com imensa satisfação faço parte de um grupo, que por brincadeira passei a chamar de “Velha Guarda do Diário”, réplica da consagrada “Velha Guarda da Mangueira”. A cada dois meses a gente se reúne para jogar conversa fora, quando muitos casos, trágicos ou engraçados são recordados. A imbatível Leda Rivas é quem toca a campainha, anunciando o começo e o fim da farra.

 

 

     

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