DOIS BICUDOS NÃO SE BEIJAM

 

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Reprodução Fred Ribeiro


O Galo da Madrugada e sua vitória sobre o galináceo mineiro

 



Não briguem com o nosso Galo da Madrugada. O de Minas Gerais, mesmo sendo uma potência no futebol nacional, resolveu encará-lo e se deu mal. Queria que o daqui deixasse de usar a simbologia galinácea sobre a qual defendia uma suposta privacidade.

Os dois não são rivais em nada. É cada um na sua. Não são concorrentes, conforme definiu a justiça do Rio de Janeiro, à qual o clube mineiro recorreu. Um levanta a perna para chutar a bola, outro usa os membros inferiores para fazer o passo.

O Clube Atlético Mineiro é apelidado de Galo, nome de batismo e de registro da festiva agremiação pernambucana que arrasta uma incalculável multidão pelas ruas do Recife todo Sábado de Carnaval. O Atlético está cansado de encher o Mineirão. Lá e cá, as atividades dos dois galos diferem.

O conhecido bípede está espalhado pelo Brasil, de Norte a Sul.

Para citar dois galos mais conhecidos por estes lados, eu aponto o Treze de Campina Grande-PB, o famoso Galo da Borborema, e o Clube de Regatas Brasil (CRB)-AL, o Galo da Pajuçara. O alvinegro paraibano foi fundado por 13 amantes do futebol, conta a história, por isso recebeu o nome de Treze, número que no jogo de bicho equivale à valente ave doméstica.

O Galo paraibano gerou até um filhote pernambucano. Trata-se do Treze do Vasco, fundado, pelo que sei, por peladeiros campinenses que viviam no bairro recifense de Vasco da Gama. Resolveram  formar um time de amadores, ao qual deram o nome do clube de sua eterna paixão.

Isto posto, desejamos um excelente carnaval ao Galo da Madrugada e uma grande temporada futebolística ao Galo que tão bem representa a histórica e poética Terra das Alterosas.

 

 

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