Futebol Pernambucano

 

O BOATO NA PRAÇA



Por CLAUDEMIR GOMES


Foto: Reprodução

Em condições normais de temperatura e pressão estaria escrevendo sobre a segunda rodada do Campeonato Pernambucano. Entretanto, como bem definiu o mestre José Joaquim Pinto de Azevedo, o “Estadual é um brinquedo quebrado”, o que o leva a ser relegado a um segundo plano ante a relevância e dinâmica dos acontecimentos. Afinal, uma competição em que se abre uma arena com capacidade para abrigar 45 mil pessoas, para realizar um jogo com público de 347 torcedores, tem que ser revista. Coisa do futebol brasileiro.

O ex-presidente da FPF, Carlos Alberto Oliveira, com frequência utilizava uma frase de efeito em suas prosas: “O boato na praça é de que...”. Era como se estivesse recordando Limoeiro da sua juventude, onde o bate papo e o disse me disse na Praça da Bandeira era efervescente. Pois bem! Na nova ordem, a dinâmica dos buchichos migrou para as redes sociais.

Os boatos foram permutados pelas fakes News, que com a ajuda da Inteligência Artificial, se tornaram tão reais quanto a realidade. Não está fácil separar o joio do trigo. O cenário de incertezas dá origem ao horizonte do pressuposto.

Há um bom tempo o Sport procura se equilibrar na linha tênue do pressuposto. Ninguém sabe o que existe de certo na Ilha do Retiro, pois tudo parece errado. O diabo se mostra mais feio do que o que foi pintado no quadro deixado pelos ex-gestores, enquanto o “céu” imaginado pelos atuais dirigentes parece cada vez mais distante.

A Ilha do Retiro está envolta numa chama ardente de acusações. Meias verdades são postas dificultando a desejada transparência, que parece tão misteriosa quanto a vida eterna. Em Limoeiro, o boato nascia na Praça da Bandeira, mas logo chegava no Ponto Certo e na Pirauíra. No Sport Club do Recife, os novos gestores são craques em TI, fato que facilita a criação de um escudo de defesa com as lambanças feitas pelos ex-dirigentes.

Vida que segue no pressuposto. A indignação cria ecos, mas não traz resultados. Afinal, as carapuças deveriam cair sobre a cabeça de todos os omissos do Conselho Deliberativo. O órgão fiscalizador não fiscalizou nada, aprovou todos os balanços da gestão de Yuri Romão. Agora, os “inocentes” ficam atônitos com o espocar de tantas “bombas” que estouram nas mídias e nas redes sociais.

A conivência também tem seu preço. Cada conselheiro deveria fazer a seguinte pergunta: O que foi que eu questionei durante a criação deste mar de lama? A vida de um clube vai muito além do que é mostrado dentro das quatro linhas do gramado. O boato na praça é de que teve gente comendo dinheiro na operação de venda do lateral Pedro Lima. Calma! É fake News.

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