Por CLAUDEMIR GOMES
No primeiro dia do novo ano
uma historinha publicada nas redes sociais me chamou a atenção. A narrativa de
um caso que se passou com o gênio, Albert Einstein, pode ser vista como uma
parábola. O físico alemão pegou um trem e quando o fiscal lhe solicitou o
bilhete da passagem, ele procurou nos bolsos, na sua bagagem e não encontrou.
Ao perceber que o mestre estava aflito, o rapaz foi gentil e lhe disse para não
se preocupar porque ele lhe conhecia, todos naquele vagão lhe conheciam. Deu
meia volta e saiu andando. Ao dar alguns passos, virou-se e percebeu que
Einstein estava de joelho procurando o bilhete debaixo do banco. Mais uma vez
ele disse para o físico não se preocupar porque ele o conhecia. E o sábio se
saiu com essa: “Eu também sei quem eu sou. Só não sei para onde vou”.
Resumindo: Saber para onde se vai é tão importante quanto saber quem você é. A
temporada 2026 traz a marca registrada da Copa do Mundo, cuja edição se tornou
histórica, antes mesmo de a bola rolar, pelas novidades a serem apresentadas:
sediada por três países – Estados Unidos, México e Canadá –; aumento do número de seleções participantes
para 48; fim do monopólio na transmissão dos jogos. Neste cenário que promete
deixar a competição ainda mais espetacular, a incerteza sobre o sucesso da
Seleção Brasileira, com a conquista do sonhado hexa, se tornou gigantesca. Nem
mesmo a presença do renomado Carlo Ancelotti no comando técnico do time verde e
amarelo aumenta a confiança sobre a conquista. O torcedor brasileiro não sabe
para onde vai a sua seleção. Me concentro na cena doméstica buscando um rumo:
Para onde vamos? Há um ano o Sport iniciava a temporada 2025 se dizendo pronto
para enfrentar os desafios da Série A. A soberba levou os gestores leoninos a
cometerem uma série de equívocos que mergulhou o clube numa crise sem
precedentes na sua centenária história. Os números do Sport na Primeira Divisão
Nacional – 2 vitórias, 11 empates e 25 derrotas – forçaram a renúncia da
diretoria. Os desafios do novo ano, na Ilha do Retiro, começam com a montagem
do corpo diretivo, fato que deixa todos sem saber qual o norte que o Sport irá
tomar. O ano velho – 2025 – foi de esperança para o Santa Cruz, que mesmo sem
ganhar a Mega da Virada, foi batizado como o “Clube do Bilhão”, tudo por conta
da implantação de um projeto de SAF. O otimismo se fortaleceu com a saída do
clube da incômoda Série D, fato que facilitou a aprovação, através da Assembleia
dos Sócios, do projeto revolucionário. Embora os analistas de mercado indiquem
que o momento não é propício para investimentos, fato que arrefeceu a onda de
SAF no futebol brasileiro, é grande a expectativa dos tricolores com relação ao
anúncio dos primeiros investidores. Até o momento tudo é prospecção. Vale a
pergunta: Qual o destino da Cobra Coral em 2026? Nos Aflitos, o técnico Hélio
dos Anjos, principal responsável pelo acesso do Náutico para a Série B, é
creditado por todos os torcedores alvirrubros para levar o Timbu à conquista do
vigésimo-quinto título estadual. Entretanto, o grande desafio é recolocar o
clube na Série A do Campeonato Brasileiro, competição da qual o Náutico está
afastado há treze anos. A capacidade do técnico Hélio dos Anjos é
inquestionável. Os alvirrubros não vão disputar as Copas do Nordeste e do
Brasil. A temporada lhes reserva apenas duas competições: o Pernambucano e o
Brasileiro, o que teoricamente é uma vantagem. Entretanto, é preciso driblar o
“inimigo oculto”, que é a política sempre efervescente dentro do clube, fato
que pode tornar incerto o destino do Náutico.
O Campeonato Pernambucano 2026
começa a ser disputado no dia 9 de janeiro. A competição mais importante
promovida pela Federação Pernambucana de Futebol não terá a presença ilustre do
presidente da entidade para assistir às primeiras partidas, pois ele estará na
Europa, onde fará o papel de “mascate”, tentando vender o jogador Zé Lucas, do
Sport. Estou sem saber para onde vai o nosso futebol em 2026.

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