Campeão da Taça Brasil de Futsal em 1976

 



NÁUTICO FESTEJA 50 ANOS DE UM DOS SEUS MAIORES FEITOS

 



Alfredo Souto (Fêo) e Alexandre Costa (Xaxá)  - goleiros;

João de Deus, Alberto, Jorge e Paulo (alas);  

Martins, Chico e Aluísio (centrais);  Helinho, Tochó e Mirinda (pivôs). Estes foram os jogadores, que,  comandados pelo técnico Ranulfo Guilherme (IM), tendo como  preparador físico Elói dos Santos, ex-ponta direita do futebol de campo do Timbu, que, há exatamente 50 anos, em 1976, levaram o Alvirrubro a se tornar campeão brasileiro de futsal ao levantar a Taça Brasil, que fazia as vezes do Campeonato Brasileiro, ainda inexistente.

Além deles, a delegação era assim composta: presidente de honra, Gustavo Krause;  diretor, Joaquim Pereira; Comissão Técnica, Gilberto Prado-supervisor e Aurino Tobias-massagista.

No seu livro “Gerações Vitoriosas”, o jornalista e treinador de futsal Gilberto Prado, já falecido, conta em detalhes a longa peregrinação feita por novos e veteranos salonistas do Náutico – na época, o Clube dos Aflitos foi eneacampeão pernambucano, ou seja, levantou a taça nove anos seguidos.

Sobre a conquista nacional conta Betoca, como era conhecido, acerta altura: “Com muito esforço o Náutico chegou à capital do Mato Grosso. Contou com o apoio de Rubem Moreira, presidente da Federação Pernambucana de Futebol; do prefeito do Recife, Sr. Antônio Farias; do então deputado federal Wilson Campos e mais Gustavo Krause (foi o presidente de honra da delegação, pois se encontrava em Cuiabá, no período, José Jorge Vasconcelos, Núbio Gadelha, Ivan Lima, Gladstone Vieira Belo, Fernando Menezes, Aderbal Jurema (hospedou a delegação em Brasília), Aluísio Freire, Ivanildo Souto da Cunha, Francisco Monteiro, Luís Araújo, Aníbal Freitas, Francisco Araújo, Nelsindo Valença e Elmo Cândido, entre outros.

Já em Cuiabá, a “pedreira” na estreia. O Corinthians, campeão brasileiro de 1974 (o Campeonato se realizava de dois em dois anos.) Empate em 1 x 1. Gol de Tochó.

Em seguida, vitória sobre o Mackenzie, do Rio de Janeiro, por 2 x 0, gol marcados por João de Deus.

O Mackenzie, além do título de campeão carioca, tinha Robinho, da seleção brasileira, como treinador.

Na terceira partida, um novo empate de 2 x 2, contra o Banespa, campeão paulista. Gols de Tochó e Paulo Zebu. São Paulo tinha dois representantes por causa do título nacional do Corinthians.

Com esses resultados estava o Náutico classificado para o turno final contra o Olímpico de Belo Horizonte, o qual venceu por 1 x 0, gol de João de Deus. Vargas Filho de Fortaleza, empate de 2 x 2 em mais um duelo Chico-Leonel.

Na partida final, o Banespa de São Paulo. Nesse dia João de Deus fez por onde merecer o título de maior salonista  do Brasil. Depois dele, o destaque foi o goleiro Henrique, do Banespa, que evitou uma goleada e só não segurou mesmo a “bomba” do “velho Tocha”.

O vice-campeonato ficou com o Vargas Filho.

Gilberto Prado, o técnico e jornalista Betoca (Foto: Arquivo)



O 50º aniversário dessa inesquecível conquista  será relembrado a partir das 19h desta terça-feira, 19, numa solenidade programada para o Salão Nobre do Náutico, com a presença de muitos daqueles heróis.

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