Clima de terror. Foi o que
viveu o gaúcho Cristian de Souza na sua primeira entrevista como técnico do Santa Cruz. De repente,
alguém dizendo-se conselheiro e ex-atleta do clube, certamente sem estar
autorizado pela Diretoria, interrompeu o evento para advertir o novo
profissional da Cobra Coral sobre a responsabilidade que é dirigir a equipe do
Arruda. Nisso concordo com ele, mas o momento não era adequado para um esporro
atemorizador. O peso da história do Santa, um clube mais do que centenário foi
lembrado pelo invasor. Para espanto do treinador e dos circunstantes, o homem passou
a fazer uma breve dissertação sobre a história tricolor. Tibe!, como se dizia
antigamente. Já não basta a invasão de CTs e vestiários para atrapalhar o trabalho
e amedrontar os profissionais, por indivíduos que se dizem torcedores e só
fazem tumultuar. E isso não existe apenas no Santa, acontece também no Náutico
e no Sport. No caso do Santa a gente compreende a angústia do povão, mas não é por aí.
Se é para conhecer a história de trás pra frente, que tal
antes de um técnico assinar contrato ser presenteado com o livro, dividido em
três volumes, num total de 1.238 páginas, “Santa Cruz de Corpo e Alma”, publicado
graças à pertinência do conselheiro e ex-presidente do clube João Caixero, que
já não está entre nós? Dessa forma ele já chega sabendo, apto a ser sabatinado, se for necessário.

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