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| Muitos assuntos debatidos pelos dirigentes (Foto Rafael Ribeiro-CBF) |
CBF, federações e clubes
voltam a tratar da Liga Futebol no Brasil
Com a presença de representantes
dos clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro e presidentes das
federações estaduais, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou nesta
segunda-feira (25), em um hotel no Rio de Janeiro, a segunda reunião para a
criação da Liga Futebol no Brasil. O encontro deu sequência à primeira reunião,
realizada em abril deste ano, que marcou o pontapé inicial do esforço coletivo
pelo fortalecimento do futebol nacional.
“Olhamos o futebol com outros
olhos, planejamos fazer as mudanças necessárias. Desde o início deixei claro
que nós da CBF não iríamos caminhar sozinhos, que nós iríamos fazer uma gestão
descentralizada, com a participação dos clubes e federações, e o resultado está
aqui, com uma sequência para discutir uma liga forte no futebol brasileiro.
Estamos chegando numa fase de ajustes. Tudo que prometemos no início cumprimos:
focar nas mudanças estruturais que o futebol brasileiro necessitava”, disse
Samir Xaud, presidente da CBF.
Novos temas foram levantados,
como a apresentação de estudos e pesquisas de novas janelas de transmissão dos
jogos. O trabalho foi realizado a partir das grades de grandes campeonatos
europeus, como Premier League, Bundesliga e La Liga.
“Hoje foi a nossa segunda
reunião para discutir a Liga, aprofundamos alguns assuntos que já tínhamos
trazido na primeira reunião, que é a tentativa de praticar ações para aumentar
o público nos estádios, com a padronização dos horários, com ações específicas
de combate à violência. Também trabalhamos em assuntos que visam dar maior
proteção ao jovem atleta, com a regulamentação da função de agente. Trouxemos
aqui também medidas de combate à violência nos estádios e também tivemos a
apresentação do STJD, que já tem apresentado medidas para redução do tempo
processual, visando dar mais celeridade e efetividade nas decisões do STJD”,
disse Helder Melillo, diretor executivo da CBF.
PADRONIZAÇÃO
A presidente do Palmeiras,
Leila Pereira, que também esteve presente no primeiro encontro, elogiou o
material apresentado pela CBF e reafirmou sua posição como aliada no processo
de construção da liga. Leila se posicionou sobre o problema da violência nos
estádios, diante dos números apresentados pela CBF, e comentou também as
propostas para uma nova padronização dos horários das partidas.
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| A presidente do Palmeiras falou com conhecimento de causa (Foto Rafael Ribeiro, CBF) |
“É sempre um prazer estar aqui
discutindo um tema tão relevante que é a formação da nossa liga. Nessa reunião
foram abordados cinco temas que os grupos de estudo vão se aprofundar para que
a nossa liga realmente possa sair de uma forma que valorize o futebol
brasileiro. A violência é uma preocupação muito grande para o produto, para as
pessoas. Comentei também as questões dos horários das partidas, que é
importante também. Inclusive os clubes vão opinar sobre este tema. A CBF pode
ter a mais absoluta certeza que a presidente Leila Pereira e o Palmeiras estão
aqui para colaborar com o que for melhor para o futebol brasileiro”, disse.
ESTÁDIOS
A infraestrutura dos 21
estádios da Série A do Campeonato Brasileiro foi tema de debate a partir de um
raio-X técnico elaborado pela empresa Arena Events+Venues. O estudo foi
avaliado e divulgado com base em quatro pilares: arquitetura e engenharia,
gramado, iluminação esportiva e topografia, que abordou dimensões do campo,
drenagem e níveis do campo de jogo.
“Acho que é um processo
importante buscando com os protagonistas do futebol, clubes, federações e a
própria CBF, um objetivo comum que é fortalecer o futebol brasileiro, que é
melhorar o nosso produto, o Campeonato Brasileiro. Começamos a tratar eles de uma
forma mais profissionalizada com dados, com informações, e isso, com certeza,
soma muito. E isso feito hoje, principalmente o tema de segurança, que afasta o
público dos estádios, o tema dos horários das transmissões dos jogos, são
avanços importantes. O próprio STJD, o Grupo de Trabalho da Base, são questões
que influenciam na melhoria do produto”, disse Alessandro Barcellos, presidente
do Internacional.
COMISSÃO ANTIVIOLÊNCIA
Um dos pontos altos da reunião
desta segunda foi a criação da Comissão Antiviolência do Futebol Brasileiro. A
Comissão será presidida por Mauro Carmélio Neto, presidente em exercício da
Federação Cearense de Futebol. O grupo atuará em quatro frentes prioritárias de
combate à violência no futebol brasileiro: segurança e controle de acesso,
acompanhamento de processos, proteção dos jogadores e competência do STJD.
“A CBF está muito preocupada
com a questão da violência nos estádios. Entendemos por bem criar a Comissão
Antiviolência do Futebol Brasileiro. Com essa comissão, vamos mapear dados,
coletar informações com todos os estados do país para analisar o que pode ser
feito, onde poderemos agregar de condições, criar um banco de dados nacional de
torcedores que não vão poder mais frequentar os estádios. Esse é um dos
primeiros pontos. Outro ponto importante é a gente colocar no manual de
competições que a partir de agora também os centros de treinamento não poderão
mais ser adentrados por torcedores. Entendemos que a própria legislação
trabalhista já fala isso, sobre ter um cuidado com os atletas. O centro de
treinamento é o local de trabalho. E por fim, vamos acompanhar processos
judiciais em curso de torcedores que cometeram atos de violência nos estádios.
A CBF terá uma atitude mais ativa de procurar esses processos”, disse Mauro
Carmélio Neto, presidente em exercício da Federação Cearense de Futebol.
PROPOSTAS
Finalizando o encontro, duas
propostas foram apresentadas: o Programa de Modernização da Justiça Desportiva
e a Regulamentação de Agentes de Futebol. Luís Otávio Veríssimo, presidente do
Superior Tribunal de Justiça Desportiva, avaliou o trabalho que hoje é
realizado e a proposta para a modernização do Tribunal.
“A partir das mudanças
estruturantes adotadas pela CBF, de calendário, da profissionalização da
arbitragem e o oferecimento para o STJD de um sistema eletrônico, a gente
conseguiu colocar em prática um programa de diminuição dos prazos de
julgamento, de otimização das rotinas, implementado desde abril. Estamos
reduzindo o prazo médio que era, historicamente, de 79 dias para julgamento e
conclusão de julgamento no STJD dos casos de série A, para 14 dias no máximo.
Na média, hoje temos 8 dias para conclusão dos processos, que alguns encerram
em primeira instância, outros têm recurso ao pleno, demoram um pouco mais. O
campeonato de 2026, ele encerra no campo, encerra na justiça desportiva, sem
caso a passar para o ano seguinte e frustrar a expectativa e a competitividade
do campeonato, seja pelos clubes, seja pelos torcedores”, disse.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CBF


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