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| Seleção Brasileira embarcando para os Estados Unidos (Foto: AZUL) |
NO PÉ DA CONVERSA-Lenivaldo Aragão
1) Seleção, Ney e Rei / 2)
Aplausos e fotos / 3) O Brasil está com eles / 4º) Brasil x Egito / 5) Lembrando Pelé em 1958 / 6 ) Azar quando dá em
gente / 7) Desportividade, por onde andas?
SELEÇÃO, NEY E REI – A Seleção Brasileira já
está nos Estados Unidos. Em evidência na imprensa mundial a situação de Neymar,
que viajou à meia-força, sem a gente saber se vai jogar. Faz-me lembrar
Reinaldo, um dos maiores centroavantes do Atlético Mineiro em todas as épocas.
Como Ney, agora, Rei (“Reinaldo é nosso rei”, proclamava a torcida do Galo), em
1978 saiu do Brasil capengando. O problema era um joelho. Levaram até para a
Argentina um gigantesco aparelho unicamente para ele fazer treinamento
específico. Estreou, fez um gol, mas logo entregou a posição ao vascaíno Roberto
Dinamite. Não deu para continuar jogando na Copa.
Situação diferente das de
Pelé, em 1962, e Ricardo Rocha, em 1994. Saíram inteiros do País e se machucaram
no início da competição, no Chile e nos Estados Unidos, respectivamente.
APLAUSOS E FOTOS – Foi
emocionante ver o carinho com que o Maracanã aplaudiu Neymar na despedida da
Seleção, mesmo que ele apenas tenha feito número entre os reservas. Respeitado
e admirado em todo o mundo, mesmo depois do declínio motivado pelas lesões,
Neymar, após a goleada de 6 x 2 sobre o Panamá, teve que posar ao lado de
vários jogadores panamenhos. Estes, certamente, guardarão a foto como um momento
importante na sua vida.
O BRASIL ESTÁ COM ELES – Os
72.140 pagantes registrados no jogo do adeus deram uma demonstração de que,
como sempre, a terra das palmeiras, onde o canta o sabiá, está voltada para a
Seleção. Talvez não haja o entusiasmo de outras épocas, principalmente porque pouquíssimos
jogadores atuam no Brasil e quase não são vistos pelo povão. Mas o verde e o amarelo
já se espalham pelas ruas e cidades brasileiras.
BRASIL X EGITO –
Depois da goleada por 6 x 2 sobre o Panamá, o Brasil realiza sábado, 6 de
junho, às 19h, nos Estados Unidos, seu último amistoso antes da Copa do Mundo.
Os comandados de Ancelotti enfrentarão a equipe do Egito, que estará no Mundial
pela quinta vez. Os egípcios, cujo principal jogador é Mohamed Salah, fazem
parte de um grupo que tem Bélgica, Irã e Nova Zelândia.
LEMBRANDO PELÉ EM 1958 – Eu ainda
praticamente imberbe estava dando os primeiros passos na profissão. Era cupincha,
o foca de hoje, na Rádio Clube de Pernambuco. Não havia televisão ainda por
aqui. Jogo só pelo rádio. A Clube e a Jornal retransmitiam as narrações da Tupi
(Rio e São Paulo) e Bandeirantes, respectivamente. O Brasil estava nas quartas
de final e encontrava muitas dificuldades diante do País de Gales, depois de
ter passado pela Áustria (3 x 0), Inglaterra (0 x 0) e Rússia (2 x 0). Neste
jogo houve a estreia de Pelé, com 17 anos, na Seleção. O tempo passava e na
sala de escuta da Clube, com vários gigantescos receptores, gente entrava e
saía. Milton Rodrigues, integrante do elenco de cantores da emissora, jogava
seu nervosismo em cima do garoto. “Ainda mais botaram esse tal de Pelé pra
jogar”, dizia Milton a mim e a Vicente Lemos que já nos deixou. De repente, gol
do Brasil. Sabem de quem? De Pelé. Numa das inúmeras narrativas da imprensa foi
publicado: “O gol da vitória foi antológico de Pelé, que após
passe de Didi aplicou um lençol em Mel
Charles e finalizou.”
Muitos anos depois, numa
entrevista à Rede Globo, o Rei do Futebol disse: “Foi um dos gols mais
importantes da minha carreira. Ali, eu fiquei com confiança, tive a certeza que
era o titular da Seleção Brasileira".
AZAR QUANDO DÁ EM GENTE... Muitos
torcedores do Santa Cruz continuam inconformados com a maneira como seu time empatou
com a Ferroviária (1 x 1), num jogo em que era anfitrião. Com 7 minutos de jogo
o Clube das Multidões teve o goleiro Thiago Coelho expulso ao cometer falta num
atacante adversário que avançava rumo à barra. Como era o último homem na
defesa, Thiago recebeu o cartão vermelho, de maneira inapelável. Sem choro e
sem vela. É a lei, como dizia Sherlock, um antigo e venerado árbitro
pernambucano. Com um a menos, a Cobra Coral não foi mais aquela. O Santinha,
que está em 10º lugar, volta a campo domingo,14 de junho, em Brusque (SC) contra
o Brusque. Jogo pela 10ª das 19 rodadas.
DESPORTIVIDADE, POR ONDE
ANDAS? – Seja onde for o
jogo, a diretoria visitante merece proteção especial para evitar que aconteçam
casos indesejáveis, como o que ocorreu no jogo Sport 2 x 0 Náutico, envolvendo
o presidente alvirrubro, Bruno Becker, e torcedores rubro-negros. O jogo tinha
a tutela da FPF, mas fazia parte do calendário da CBF.

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